Vidas Secas – Bruno Fernandes

17/06/2013 21:01

 

Aluno: Bruno Fernandes, EF82
Poema do livro: "Vidas Secas", 
Autor: Graciliano Ramos


 

Vidas Secas

A seca arrasava o sertão

era preciso fugir

assim Fabiano com sua família 

decidiu de sua casa sair.

Eram seis sobreviventes

o pai, a mãe, dois meninos

um papagaio e a cadela Baleia

e todos indo pelo caminho pacientes.

A comida era pouca

a esperança era bastante

sobreviver era difícil 

mas a luta era incessante.

Baleia ia na frente
apesar de ser um animal irracional

mas, graças a ela,não faltava comida

para aquela gente normal.

Fabiano e seus filhos pequenos

agiam sempre como bichos

pouco falavam, só pensavam

e com a cadela, tinham dias amenos.

Um dia, Baleia foi à caça

e nada encontrou 

e a fome era tanta que sinhá Vitória

o papagaio matou.


Chegavam a uma casa abandonada 

estiagem havia dado trégua

Fabiano resolveu então

parar e ali viver sem preocupação. 

Fabiano virou vaqueiro 

e a vida melhorou

sinhá Vitória queria uma cama 

e Baleia um mundo de preá sonhou.

O rio parecia perene 

Fabiano ganhou dinheiro

e à cidade foi rápido

comprar mantimentos e querosene.

Na cidade, encontrou o soldado amarelo 

que,com raiva, obrigou Fabiano

a jogar e perder o dinheiro

e ficar preso como arruaceiro.

Passou uma noite horrorosa 

sentindo-se o pior dos homens

a vontade de matar era tanta

que Fabiano ficou em polvorosa.

Houve uma festa na cidade 

Fabiano foi com os filhos arrumados 

Baleia se sentindo diferente 

foi atrás daquela gente.

Na festa, sapatos e roupas apertados

os pés doendo e inchados

a família nada aproveitou 

só Baleia, a cadela, deitou e rolou. 

Baleia, um dia adoeceu 

Fabiano, com medo, decidiu matá-la

mesmo que os filhos não quisessem

a cadela com um tiro morreu.

Fabiano encontrou o soldado amarelo

poderia vingar a humilhação

porém submisso abaixou a cabeça

e deu ao soldado a informação.

A seca voltou cruel 

e Fabiano decidiu fugir

com ele, levou os filhos 

que iam na frente para a seca sair.