Um conto de fadas real

30/04/2016 19:36

        

Em um dia simples, quase como os outros, eu tinha acabado de chegar em casa quando vi uma luz por debaixo da porta do porão. E minha mãe sempre diz que que eu não devo, de maneira alguma, entrar lá, mas acabei entrando e foi aí realmente que a minha história começou...

Eu percebi que a luz estava vindo de um livro maravilhoso chamado “Contos de Fadas são possíveis”, eu o peguei e logo abri o livro. Ele tinha uma capa tão bonita que fazia com que os olhos de qualquer um que a olhasse se enchessem de esperança.

No momento em que vi a primeira página com as palavras, escritas de cor dourada,  percebi que o livro era especial e que deveria protegê-lo a qualquer custo.

Havia chegado a hora de dormir, porém comecei a ler o livro que contava a história de todos os contos existentes e percebi que também tinham páginas em branco no final. Após passar alguns minutos lendo, acabei ficando cansada e comecei a dormir imediatamente. Só que o meu sonho não era como os outros, estava sonhando com a Cinderela em um lindo cenário de casamento com o príncipe (parecia tão real!) e ,como eu sou muito curiosa, resolvi esperar o casamento acabar para conversar com a bela princesa.

Quando  fui falar com Cinderela, percebi que ela não estava igual as outras histórias, não estava como uma mulher comum daquela época, pois sabia lutar e se defender de muitas maneiras diferentes e ainda conseguia ser mais forte do que o príncipe dela! E eu sentia que teria que ir mais fundo na história para entender o que estava acontecendo.

Nesse momento também percebi que o sonho não era só daquela princesa, mas sim a mistura de muitos outros contos, como Os três porquinhos, Branca De Neve, Chapeuzinho Vermelho e muitos, muitos outros (muitos mesmo!). Fui perguntar a um camponês o que estava acontecendo e ele me disse que o local tinha uma maldição de uma bruxa e que todos tinham que lutar para terem o seu final feliz realizado, por isso todas as princesas estavam aprendendo a se defender e os príncipes mais ainda.

Passaram-se alguns dias e eu me tornei conhecida na vila e todos me chamavam pelo meu nome(Ella). Percebi que aquilo não era um sonho e que eu estava dentro do livro, que veio comigo para aquele local( sei que é difícil de acreditar!).

Aprendi a lutar com ajuda de algumas princesas com quem havia feito amizade e também tinha “terminado” de ler o livro. Porém, como havia dito antes, o livro tinha páginas em branco justamente no final da história!

Como dizia no livro, a bruxa finalmente chegou a vila para dizer que o dia da luta contra todos os personagens dos contos estava chegando. E ficou claro que ela queria se vingar, porque os personagens de conto tinham um final feliz e o dela não. Ah! Esqueci de dizer que essa bruxa era a Rainha Má, um nome que descrevia a sua personalidade muito bem! Como ela não me conhecia,  fez muitas perguntas para mim, algumas bem inúteis, como por exemplo, “O que é isso na sua mão?” – Era o livro e ela o pegou e, nesse momento, o que fazia eu ter esperança de voltar para minha casa tinha acabado de ir embora nas mãos de uma bruxa.

Depois de muito, muito tempo, a verdadeira luta entre a Rainha Má com outros vilões e os personagens dos contos de fadas ia começar.  E eu estava completamente envolvida nisso, mas fugi da luta e aproveitei para pegar o livro. Neste momento, percebi que tinha uma página que eu não tinha lido e nela estava escrito: “Escreva e volte para casa!”. A partir daí, tudo começou a fazer sentido. Comecei a escrever tudo o que aconteceu nesses últimos dias, ou seja, eu é quem tinha o poder de escrever o livro de Contos de Fadas.

Depois disso, fui teletransportada de volta para casa e escrevi no final da história de todos os personagens, inclusive a da Rainha Má, que eles teriam um final feliz ( sou muito legal, né?) e a batalha acabou. E a partir desse dia, esse livro virou meu diário. Então, até amanhã, diário!

 

 

Lívia Keller cursa o 6º ano e escreve mensalmente neste espaço.