Suicídio em meias palavras

08/09/2014 20:33

Nó atado para os medos.

Desata a insegurança e a incerteza,

de que o fim justifica os meios. 

Meios errados para um fim certo

Comum acharmos que podemos dominar

Coisas como o infinito e o eterno. 

 

O fim de uma era de defeitos, 

de gente que não soube o que falar. 

Conte-nos uma mentira, para todos os efeitos,

quando a verdade sumir e não houver onde buscar. 

 

No limite da compreensão e aceitamento.

No princípio da razão, deixada ao alento:

Inspire o ar, expila o medo.

Que seja o fim de meias palavras, 

que seja o fim dos falsos erros. 

 

 

Recomendo para esse poema: Primeiros Erros- Capital Inicial

 

Maria Letícia Nolasco é aluna do CAOP e escreve mensalmente neste espaço.

 

Confira outros textos da autora no link: Coluna da Maria Letícia.