Quero tudo... e ainda não me satisfiz

08/04/2015 20:14

 

 

Para começar, tenho certeza de que muitas pessoas ainda não entenderam o título desse texto. Pois eu explico: quero falar sobre a mente consumista , que nunca está satisfeita com nada, que nós, humanos, temos.

Esse é um defeito que não adianta negar, está em nós por natureza. Não há absolutamente ninguém que não seja consumista, pois somos guiados pela mídia e por nossa vontade excessiva de ter algo sem necessidade.

O ser humano não é bobo, mas se deixa levar facilmente pelo que o engana, sempre querendo mais e mais, sem pensar no planeta e nele mesmo, sempre comprando e jogando fora, sem perceber que está sendo feito de isca para o crescimento da popularidade de empresas e fábricas de produtos negativos.

Já cansamos de ouvir as pessoas dizendo: “todo mundo tem, você também tem que ter, ora bolas!” ou em caso de propagandas “tá muito barato, não perca, é só até amanhã...”. É por frases como essas que trocamos o bom e o necessário, o legal e o precioso, e acabamos comprando, depois jogando fora, poluindo o planeta, fazendo o uso de porcarias (dependendo do que é anunciado nas propagandas), não pensando em nada, a não ser em “ai meu Deus, só até amanhã! Que legal, eu preciso ter isso, vou ficar mais popular!”.

A nossa mente não espera, e às vezes vai contra a nossa vontade, ou seja, queremos, mas não queremos, podemos, mas não podemos, vai, mas não vai.

Sem falar nas situações que compramos por causa de nervosismo. Quando ficamos nervosos com alguma coisa, queremos afundar nossas mágoas nos doces, balas, bebidas e produtos, deixando parecer que as compras nos salvam mais do que qualquer coisa. “Ai, meu casamento acabou. Vou ao shopping comprar xampu!”, “Tirei nota baixa. Depois da aula vou ali à loja da esquina comprar algumas balas e chicletes para mascar!”... e muita gente quando está nervoso come muito doce, além de prejudicar a saúde, com a embalagem você polui o ambiente.

 

Enfim, esse texto foi somente uma alerta, para pensarmos mais em nossos atos e mostrarmos para a mídia que não somos bobos e nem vencidos facilmente. E pensar também no quanto temos sido individualistas, capitalistas, consumistas e egoístas... Deveríamos pensar naquilo que realmente é importante e nos satisfazer com aquilo que temos. 

 

Isabela Gutz Cunha Carvalho é aluna do CAOP e escreve mensalmente neste espaço.