“Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira”

17/09/2012 18:27

 

“Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira”

 

      Essa foi uma frase dita por Jean Jacques Rousseau (1712-1778), um filósofo iluminista. Seu pensamento pregava a valorização dos sentimentos, em detrimento da razão intelectual, e da natureza mais autêntica do homem, em contraposição ao artificialismo da vida civilizada.

      “Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira”, é a filosofia que eu aderi para a minha vida existencial. Mas antes de dizer o que ela tem feito em parte do meu cotidiano, e em pensamento filosófico, quero dizer o que penso quando olho para o mundo e vejo o que o valor moral vale para as pessoas.

      A ciência diz que o ser humano está em constante evolução. Mas será que esta evolução tem a ver com o nosso pensamento lógico? Nós somos movidos por um estado burguês que de uma forma muito inteligente tem introduzido em nossas mentes uma “preguiça filosófica”. Você deve estar se perguntando: Como assim uma preguiça filosófica? Se olharmos para o que é filosofia, veremos que é a ciência que busca uma resposta argumentativa para tudo e todos. Talvez as pessoas pensem que para filosofar precisam usar palavras eruditas. Mas não, filosofar é pensar. Só que este sistema burguês tem feito de forma ágil uma lavagem cerebral nas pessoas, nos tornando preguiçosos quando levamos as questões existenciais de nossas vidas para o lado filosófico. Hitler disse em seu comando que: “Uma mentira dita várias vezes acaba se tornando verdade”. E é esse o método usado pelo nosso “querido estado”. Nós esquecemos nossa moral objetiva e deixamos sermos movidos por este estado que consome com a nossa mente. E com a nossa mente em estado de êxtase, mais se molda a este mundo.

      As coisas hoje não são movidas por um motivo estratégico. Mas sim por uma necessidade momentânea.

  Por exemplo:

  • Temos uma compulsão caracterizada pela busca incessante de objetos novos sem que haja necessidade dos mesmos.
  • Deixamos nossos valores morais por um “prato de lentilhas”. Somos movidos por status, invejas, desejos compulsivos, influencias, agrupamento, etc. Minha pergunta é: “Como uma pessoa deixa seus princípios simplesmente para permanecer em um grupo de pessoas descolada?”. A influência deste mundo consegue moldar muitos à sua maneira de uma forma surpreendentemente rápida.

      Nossa moral grita a todo o momento dizendo que estamos errados. Só que este existencialismo, está gritando de uma forma mais influenciadora. A mentira que estava sendo dita acabou se tornando verdade e por isso estamos nos moldando à maneira deste mundo a cada vez que o vimos.

      Mas podemos dar graças a D-us*, pois foi Ele o propiciador dessa moral objetiva, que tem aberto os olhos de pessoas que ainda conseguem filosofar dizendo em uma só voz: “Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira”. Posso dizer sem modéstia que tenho uma autenticidade moral que contra-argumenta a todo o momento com esse mundo.

      Penso que não tenho a necessidade de esclarecer o que essa filosofia de vida tem movido em minha vida existencial. Porque creio eu que você, caro leitor, teve a oportunidade de estar em frente a um espelho e ver o que esta motivando-lhe a ter essas escolhas. Espero que tenha entendido, porque sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

                                                          

    Será que podemos dizer: “Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira”?

 

*D-us (D’us) é uma das formas utilizadas por alguns judeus de Língua Portuguesa para se referir ao Criador do mundo sem citar seu nome completo, em reverencia ao terceiro mandamento recebido por Moisés.

 

 Marco Túlio Paim Ribeiro.