Qual é o seu nome?

09/02/2015 21:55

 

           

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Paula. O nome é Paula. Já comecei dizendo o nome porque este esforçado que vos escreve sabe que você, que agora lê este texto, é movido (a) pela curiosidade nossa de cada dia. Então entreguei o jogo. Mas leia o resto...

Fato é que éramos quatro num dia de janeiro, numa escaldante metrópole desta tropicália dos Deuses, chamada Brasil. Saímos de uma loja em direção a um promissor almoço no ar condicionado de um shopping qualquer. Fato também era que uma dessas quatro pessoas não poderia sair por aí a dar “estouros de 100 metros rasos”, pois se recuperava de um problema no joelho.

Paula, uma trabalhadora das redondezas, percebeu nosso transtorno momentâneo de orientação e nos perguntou se queríamos uma carona até nosso destino. Ficamos boquiabertos com a situação e aceitamos. Ela, então, pegou prontamente seu carro, estacionou-o, ligou o ar condicionado e, com uma conversa muito agradável, relatou-nos que havia aprendido aquilo na Europa e pediu-nos que passássemos adiante a boa ação, numa espécie de corrente do bem. Tu crês nisso? Uma “moça da cidade grande” oferecer carona a quatro estranhos, mudar sua rota para deixarmos na porta de nosso almoço? Creia, pois isso se chama GENTILEZA. Com letras bem garrafais, para que nós não nos esqueçamos de sua importância. Ok. Você vai dizer que já falei disso um monte de vezes, desde 2012, quando comecei a escrever neste espaço. Mas francamente: Quer coisa mais bacana de se fazer pelo outro? Se souberem de outras sugestões, enviem para meu e-mail, por gentileza...

Pois é. A Paula é uma pessoa simples, comum, apressada, talvez ávida por descanso em seu horário de almoço, num dia apertado, cheio de trabalho. Mas encontrou tempo em sua agenda de “gente de negócios” para ajudar pessoas que ela não conhecia. E olha que não estou falando de nenhuma “Dulce” ou “Teresa”, irmãs/madres do amor e da caridade. Ela parece ser uma pacata cidadã (para citar o Skank) que fez o bem, sem olhar a quem.

Eu queria e quero que pensemos mais em praticar gentileza com o nosso próximo. Como a Paula fez. É lógico que dedico este texto a ela. Talvez ela o leia; Talvez não. Se você conhecê-la, diga da singela homenagem. E diga também que repassei o bem nesta semana que passou. Foi bom...

E pra terminar, cito como resposta um sentimento que rima muito bem com gentileza: GRATIDÃO.

Abraço cordial!!!

(Eduardo C. Souza é professor de História e escritor- autor de Memórias de um homem quase sensato. Escreve mensalmente neste espaço e defende a gentileza com unhas e dentes).

E-mail: eduardodesouza72@gmail.com

 

Confira outros textos do autor no linkColuna do Eduardo.