Seu avô é o cara?

15/11/2015 14:11

umamalloqueira.blogspot.com

 

Quando era moleque, e já se vão algumas décadas, costumava pedir para minha mãe para fazer algo ou para ir em algum lugar. Ela quase sempre me negava tal pedido, por ser garoto demais naquele momento. Quando insistia por mais duas ou três vezes, ela respondia que eu poderia ir ou fazer, mas na minha responsabilidade. Você acha que eu voltava a pedir novamente?

Durante a vida, aprendemos certas coisas por prazer e de forma descontraída; Por vezes, a gente aprende mais é pelo sofrimento mesmo. Prazeres e sofrimentos à parte, chamo sua atenção pelo fato de sermos extremamente teimosos e principalmente, insistentes no erro. Seria a mesma coisa? Não sei. Talvez o termo insistentes no erro doa menos do que teimosos... Já ouvimos isso antes, não é mesmo?

Sabe aquela situação na qual você está errado, seus pais estão dizendo que você está na contramão de absolutamente todas as ideias, mas você não crê? Aí vem aquele seu amigo que conhece toda a situação e também diz que você está tão horrendo de tão errado e você acredita nele? Vai entender o ser humano. Então, cara pálida, porque não ouviu as outras pessoas antes?!? A resposta é simples: Só ouvimos, vemos e sentimos, o que queremos. E aí está a ponte com o título deste texto. Não só seu avô, mas sua avó, aquele seu tio mais velho, seus pais (sim! Eles...), ou até mesmo um professor em quem você confie, essas são pessoas possuem uma coisa que talvez você ainda não tenha: experiência. E estão todos lá, quase a implorar para que você os ouça.

Então que tal, da próxima vez, teimoso leitor, ao invés de ficar quebrando a cabeça ou queimando a preciosa massa cinzenta, pedir ajuda ou conselhos aos mais “rodados”? Eles não são aqueles funcionários –estagiários de bancos- mas com certeza, poderão te ajudar. Para exemplificar esta ideia, pense em dois ditados que as pessoas mais velhas adoram e você, talvez odeie: “Não deixe para amanhã, o que você pode fazer hoje”. Pense aí e lembre-se daquele dia no qual você deixou de fazer algo muito importante e aquela visita, ausente há muito, chegou de repente. No outro dia, não rolou aquele amargo na garganta e aquele arrependimento? O segundo ditado, seria esse: “Cuidado com o que você pede, pois pode conseguir”. Então, não fique pedindo centenas de ficantes, se na hora em que eles (as) chegarem, você não dará conta deles (as). E isso não se aplica somente a pessoas. Substitua seu combo existencial por carros, dinheiro, bebidas, viagens, sexo, ou qualquer outro sonho de consumo. Nós sabemos que o excesso de qualquer coisa faz mal. E ponto.

Os caras que já viveram, erraram, sofreram e aprenderam com seus próprios erros, os quais já citei acima, estão aí, do seu lado, doidinhos para te dar conselhos ou exemplos de como fazer certo. E sem ter que “pagar pau” para sua consciência. Se eles são experientes, porque não acreditar neles? É na simplicidade e nas obviedades que as respostas se encontram.

Abraço cordial!!!!

 

(Eduardo C. Souza  é escritor- autor de Memórias de um homem quase sensato- e professor de História. Escreve mensalmente neste espaço e aprendeu, na dor, a dar ouvidos aos mais experientes).