Os detalhes

18/11/2013 22:39

 

 

 

Quanto tempo tem que você não vê aquela caligrafia singular, à tinta preta, naqueles papéis amarelados selados com cera? Na verdade, infelizmente, tenho que dizer que eu nunca tive o prazer de receber uma carta dessas especiais dos familiares que moram longe, ou daqueles amigos de outro estado, e pelo jeito, nunca terei a chance de receber. Ainda existem aqueles conservadores que cultivam o hábito de escrever para seus entes queridos, mas o destino da correspondência manuscrita... não podemos negar que ela está fadada a desaparecer.

A tecnologia, embora seja extremamente útil para vários outros fatores, está enterrando os antigos costumes, escondendo-os atrás da frieza das teclas dos computadores. A escrita à mão não é uma exceção. Hoje em dia os correios entregam muito mais contas bancárias e anúncios empresariais do que cartas seladas e escritas à mão, e com certeza isso faz uma enorme diferença. Algumas pessoas podem até não ligar para uma carta qualquer, mas a sensação de receber um envelope lacrado e ler aquela caligrafia imperfeita, em que as letras não são idênticas ou batidas por uma impressora não tem igual, afinal, são esses pequenos detalhes que deixam aquele objeto tão único.

Mas agora, atraídos pela praticidade, velocidade e a quantidade de recursos disponíveis, quase todas as pessoas usam o e-mail para reportar o que antigamente seria reportado através das cartas. Não estou querendo desmerecer os benefícios que a tecnologia nos traz, porque sei o quão útil ela é. Porém, não acho que o hábito de mandar cartas deve ser esquecido, afinal, pra que esquecer essas ações tão lindas que conseguem, com simples palavras, unir pessoas de vários lugares?

 

Giordano Devêza é aluno do 8º ano e escreve mensalmente neste espaço.