Memórias

23/12/2013 20:58



 

Damos tanto valor a elas. Deve ser pelo fato de ficarem no passado. As pessoas vão, os momentos vão, os lugares são destruídos, mas as memórias ficam. Ficam para nos dar um gostinho dos bons momentos ou uma lição; também podem ocorrer de ser ambas as coisas, sabe, nos ensinar de uma forma agradável como uma professora divertida e dinâmica.

Tem aquelas memórias que doem. Doem muito mesmo. Como uma memória pode doer? Bem, memórias são marcas de um sentimento. Às vezes doem pela vontade de poder revivê-las ou doem, também, pela dor que o momento causou.

Mas mesmo doendo, as memórias são o que somos. Elas nos constroem por inteiro. Tanto fisicamente quanto psicologicamente. Sua memória é sua identidade.

Quando alguém falar para você assim: “Pare de lembrar essas coisas!”, responda curto(a) e grosso(a): “Não paro não! Essa lembrança faz parte do que sou, querendo você ou não!”. Ou você também pode ser bem irônico e responder com um sorriso bem sínico na cara: “Claro, afinal, lembranças como esta não tem a mínima importância”. Faz bem, às vezes, ser irônico .

Por falar em coisas que fazem bem, faz bem você ficar lembrando coisas boas que lhe aconteceram, pois dá um impulso para encarar um dia que às vezes não é tão bom assim. Mas um bom sorriso causado por uma boa lembrança pode, realmente, mudar tudo. Experimente! Juro que o máximo que pode acontecer é algum ignorante virar e falar: “Pra que essa felicidade toda?”. E você, simpaticamente dessa vez, responda: “Porque eu descobri que eu sou feliz”.

 

Recomendo ouvir durante/após ler esse texto Yesterday- The Beatles
 

 

 

Maria Letícia Nolasco é aluna do CAOP e escreve mensalmente neste espaço