Do que você gosta?

04/11/2016 18:31

Foto: https://atrevida.uol.com.br

 

Sentado em minha escrivaninha em um final de tarde de novembro - mês que amo! - resolvi colocar os meus e os seus sentidos à prova. E como estou em um dia que adoro, escreverei sobre coisas das quais adoro. Amo mesmo. Porém, para instigar sentidos, relatarei ao meu bucólico leitor, coisas de que gosto, sem explicitar nomes-fantasia de produtos. Você, do alto de sua sabedoria, imagine e descubra de quais produtos falarei, até por que, marketing gratuito não existe mais, não é mesmo?

Então, se é sobre gostar, vai uma lista de umas coisas das quais gosto. Seria uma playlist do autor, como vocês jovens preferem definir a coisa:

Chegar em casa à noite, ligar meu soturno abajur, acender um incenso (tenho aos montes!) e colocar no canal musical nº478 daquela TV por assinatura. Neste canal, só toca jazz clássico. Se ainda não provou do estilo musical citado, pergunte ao Tio Youtube. Depois me fale. O ritual prossegue com um belo banho quente, que é quando me barbeio e uso daqueles sabonetes de base vegetal, embalagem amarela e vermelha, com odor de rosas. À propósito, a minha vó adorava. Aposto que a sua também. Comece a notar o quanto nos parecemos com nossos antepassados...

Adoro também uma bela cerveja de trigo não-filtrada, gelada no ponto certo, acompanhada daquelas frituras deliciosas, que só fazem a barriguinha tornar-se mais protuberante. Sim, a letra da música da década de 80 está certa: será que tudo de gosto é ilegal, imoral ou engorda? A marca da cerveja deixo em sua imaginação. Até porque, se você não puder beber legalmente, desista desse pensamento e espere ficar “de maior”.

Também adoro um belo café expresso com pão de queijo, bem mineirinho. Há bons lugares em Ouro Preto e em Mariana para se deliciar. Procure na parte central das duas cidades.  E tome seu café devagar, bem devagar...

Agora uma das coisas de que mais gosto é, em tempos de férias, desengavetar todos os meus CD’s, DVD’S e LP’s das prateleiras e gavetas. Depois limpá-los e ouvir os que der na telha. Sem pressa, sem ter que sair pra trabalhar, sem olhar no celular, sem averiguar as redes sociais que por vezes nos amordaçam. Então vou colocando cada música ou clipe e vou deixando a tarde se arrastar pela varanda, tendo o pé de jabuticaba por testemunha.

Confesso: é bom demais. Recomendo! E ainda existem variantes, por exemplo, se você quiser descer seus livros da estante e ir lendo uma página sortida de cada um...

Lembranças são pra isso: uma possibilidade de volta aos nossos passados, sem medo da viagem. E o principal: Gastando quase nada. Note que não gastei fortunas com transporte, jantares exorbitantes, roupas luxuosas, pratos exóticos... Some aí na sua calculadora. São prazeres simples e ao mesmo tempo, pessoalmente irresistíveis para este que vos escreve.

Então perceba que a mensagem deste texto é: felicidade não custa, necessariamente, os olhos da cara! Preste atenção no que te faz feliz. Pode estar bem ao seu lado, só pra citar mais uma música. É clichê? Pode ser. É lugar comum? Também pode ser. Mas é verdadeiro. Duvida? Então senta aí onde está e ponha-se a pensar em sua playlist do bem-estar. Agora é sua vez. Depois você me conta e encontra no mundo real ou virtual, ok?

Abraço cordial!!!


 

 

Eduardo C. Souza  é professor de História, escritor romancista e contista. Cronista neste espaço, escreve com periodicidade mensal.

 
Do que você gosta?
              https://atrevida.uol.com.br 
 
Sentado em minha escrivaninha em um final de tarde de novembro - mês que amo! - resolvi colocar os meus e os seus sentidos à prova. E como estou em um dia que adoro, escreverei sobre coisas das quais adoro. Amo mesmo. Porém, para instigar sentidos, relatarei ao meu bucólico leitor, coisas de que gosto, sem explicitar nomes-fantasia de produtos. Você, do alto de sua sabedoria, imagine e descubra de quais produtos falarei, até por que, marketing gratuito não existe mais, não é mesmo? 
Então, se é sobre gostar, vai uma lista de umas coisas das quais gosto. Seria uma playlist do autor, como vocês jovens preferem definir a coisa: 
Chegar em casa à noite, ligar meu soturno abajur, acender um incenso (tenho aos montes!) e colocar no canal musical nº478 daquela TV por assinatura. Neste canal, só toca jazz clássico. Se ainda não provou do estilo musical citado, pergunte ao Tio Youtube. Depois me fale. O ritual prossegue com um belo banho quente, que é quando me barbeio e uso daqueles sabonetes de base vegetal, embalagem amarela e vermelha, com odor de rosas. À propósito, a minha vó adorava. Aposto que a sua também. Comece a notar o quanto nos parecemos com nossos antepassados...
Adoro também uma bela cerveja de trigo não-filtrada, gelada no ponto certo, acompanhada daquelas frituras deliciosas, que só fazem a barriguinha tornar-se mais protuberante. Sim, a letra da música da década de 80 está certa: será que tudo de gosto é ilegal, imoral ou engorda? A marca da cerveja deixo em sua imaginação. Até porque, se você não puder beber legalmente, desista desse pensamento e espere ficar “de maior”. 
Também adoro um belo café expresso com pão de queijo, bem mineirinho. Há bons lugares em Ouro Preto e em Mariana para se deliciar. Procure na parte central das duas cidades.  E tome seu café devagar, bem devagar...
Agora uma das coisas de que mais gosto é, em tempos de férias, desengavetar todos os meus CD’s, DVD’S e LP’s das prateleiras e gavetas. Depois limpá-los e ouvir os que der na telha. Sem pressa, sem ter que sair pra trabalhar, sem olhar no celular, sem averiguar as redes sociais que por vezes nos amordaçam. Então vou colocando cada música ou clipe e vou deixando a tarde se arrastar pela varanda, tendo o pé de jabuticaba por testemunha.
Confesso: é bom demais. Recomendo! E ainda existem variantes, por exemplo, se você quiser descer seus livros da estante e ir lendo uma página sortida de cada um...
Lembranças são pra isso: uma possibilidade de volta aos nossos passados, sem medo da viagem. E o principal: Gastando quase nada. Note que não gastei fortunas com transporte, jantares exorbitantes, roupas luxuosas, pratos exóticos... Some aí na sua calculadora. São prazeres simples e ao mesmo tempo, pessoalmente irresistíveis para este que vos escreve.
Então perceba que a mensagem deste texto é: felicidade não custa, necessariamente, os olhos da cara! Preste atenção no que te faz feliz. Pode estar bem ao seu lado, só pra citar mais uma música. É clichê? Pode ser. É lugar comum? Também pode ser. Mas é verdadeiro. Duvida? Então senta aí onde está e ponha-se a pensar em sua playlist do bem-estar. Agora é sua vez. Depois você me conta e encontra no mundo real ou virtual, ok? 
Abraço cordial!!!
(Eduardo C. Souza é professor de História, escritor romancista e contista. Cronista neste espaço, escreve com periodicidade mensal.)