Coordenação X Subordinação

26/02/2012 14:51

Sintaxe

Entender o processo de coordenação e subordinação e explicar o funcionamento das orações subordinadas adjetivas explicativas fica muito mais lógico pela ótica da sintaxe


Por Prof. Leo Ricino

 

Sempre pergunto a meus alunos qual é a diferença entre orações coordenadas e subordinadas. Invariavelmente, a resposta é que as primeiras são independentes, e, as segundas, dependentes.

Ora, quando se começa a operar a sintaxe, que é a movimentação das palavras do eixo paradigmático para o sintagmático com a finalidade de gerar sentido, semântica, todas as palavras estabelecem, entre seus pares sintagmáticos, uma indissociável subordinação. Ou seja, na sintaxe, a relação entre as palavras quando contraem funções é de subordinação. Assim, se digo “A menina vendia doces na praia”, todas as palavras dessa oração estão em relação de absoluta subordinação, quer sintática, quer semântica. E fonética, se a frase for falada.

É fácil confirmar essa asserção: quando empregamos o artigo A, ele necessariamente precisará do substantivo a que se refere (menina) e ao qual é subordinado e ambos formam um sintagma nominal, contraindo a função de sujeito, sintagma que exige, pois, a presença do predicado (“vendia doces na praia”). Ao usarmos o verbo “vender” como núcleo do predicado, ele exige aqui o seu complemento, o objeto direto, no caso “doces”. Como o fato principal (“vender doces”) é de sentido amplo (por exemplo, onde?, quando?), é muito conveniente, para completar a informação, que venha acompanhado de um fato secundário, a circunstância. No caso de nossa oração, veio a circunstância de lugar, representada pelo adjunto adverbial “na praia”, o qual, dentro de si, já traz subordinação do artigo ao substantivo, além da subordinação do próprio adjunto ao verbo “vender”.

Como se percebe, subordinação absoluta dentro da sintaxe.



O “AMOR” ENTRE AS PALAVRAS 


A relação subordinante-subordinado é indispensável na sintaxe, nas contrações de funções pelas palavras, quer no período simples, quer no composto. Sem essa contração, essa simbiótica relação vocabular, a sintaxe não cumpriria seu objetivo: gerar sentido. Gladstone Chaves de Melo acha estranho que haja atração (e, no caso, subordinação) entre elementos virtuais, quando analisa e rebate, em sua ótima Gramática Fundamental da Língua Portuguesa, Ed. Livraria Acadêmica, Rio de Janeiro, 2. ed, 1970, p. 373, com certo inconformismo, o problema da atração de certas palavras a pronomes oblíquos:

“Ora, uma palavra não pode atrair outra, porque, uma vez pronunciada, deixa de existir, ao passo que a outra, a supostamente atraída, ainda não existe. Isto, sem considerar que palavra é acidente de acidente, momentâneo resultado da passagem do ar pelos órgãos articuladores em determinada momentânea posição.”

O grande mestre levou em consideração apenas a atração oral, mas o fato é que, apesar da estranheza dele por essa atração “virtual”, há mesmo, no campo da fala, atrações entre o que existe e o que ainda vai existir, e vice-versa. Digamos que seja algo que ocorre lá no pensamento — abstrato, portanto — e jorra para o real, para o concreto, para o sonoro. Mas é preciso levar em conta também a atração gráfica. É só percebermos o verdadeiro papel de potente ímã que as palavras de sentido relativo exercem sobre as palavras que lhe serão complementos. Ou a atração que o substantivo exerce sobre artigos, adjetivos, pronomes etc. Há, entre as palavras, uma relação de amor infinito. Ou seja, uma palavra não tem vida nem utilidade sem as demais palavras.

Mesmo uma simples palavra afixada sobre, digamos, um frasco esclarecendo o seu conteúdo, “ácido”, por exemplo, só sobreviverá se, ao lermos, fizermos toda a cadeia de decodificação para entendermos: “aqui tem ácido e isso representa perigo, é preciso cuidado” etc. E essa decodificação é feita, como se viu, por muitas outras palavras. Amor, a atração das atrações, por ser inquestionável, é mesmo a palavra que define a relação entre as palavras.


A DIFERENÇA ENTRE SUBORDINADAS E COORDENADAS 


Visto isso, qual a diferença entre orações subordinadas e coordenadas? A diferença básica é que as orações subordinadas são (exercem) funções sintáticas dentro da oração principal, e as coordenadas não exercem funções sintáticas.

 

AS FUNÇÕES SINTÁTICAS DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS 
De acordo com a NGB (Nomenclatura Gramatical Brasileira), as orações substantivas exercem, dentro da oração principal, as seguintes funções sintáticas: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto; enquanto as orações subordinadas adverbiais funcionam como adjunto adverbial dentro da oração principal; e as orações subordinadas adjetivas exercem a função sintática de adjunto adnominal.
 

 

Numa sequência como “Chegamos cedo, tomamos um cafezinho, conversamos sobre política e futebol e, finalmente, fomos trabalhar”, temos quatro orações coordenadas, porque nenhuma delas exerce função sintática dentro de outra. Mas é claro que, entre elas, há uma dependência semântica (além da dependência sintática entre as funções que existem dentro de cada oração), sem a qual não transmitiríamos essa informação.

Já em “Tenho medo de que ele sucumba”, temos duas orações, a primeira, chamada principal, é “Tenho medo”, cujo sujeito é “eu”, oculto, o verbo é transitivo direto e tem como obje­to direto a palavra “medo”. Esse substantivo“medo” é palavra de sentido relativo e solicita um complemento nominal, que é a oração “de que ele sucumba”. Portanto, essa oração é subordinada por exercer a função de complemento nominal do termo “medo” dentro da oração ante­rior, que lhe é principal porque um dos seus termos a tem como complemento nominal. A omis­são da preposição, possível por se tratar de oração, não muda sua função sintática. Ou seja, em “Tenho medo que ele sucumba”, a oração “que ele sucumba” continua sendo complemento nominal do substantivo “medo”, que, por sua vez, é o núcleo do objeto direto do verbo “tenho”.

 

 

Nomenclatura Gramatical Brasileira
Criada em 1958, a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) representou um grande avanço no ensino do Português no Brasil ao padronizar padronizações e classificações. Até então, cada gramático utilizava denominações próprias para as funções sintáticas, orações subordinadas e classes gramaticais — o objeto indireto, por exemplo, também era chamado de “complemento terminativo” ou “complemento relativo” —, o que tornava quase impossível a homogeneidade no ensino de gramática. A NGB foi desenvolvida por uma comissão de grandes estudiosos da época (como Antenor Nascentes, Rocha Lima e Celso Cunha) e estabeleceu uma divisão esquemática dos conteúdos gramaticais, unificando e fixando a nomenclatura a ser usada pelos professores no ensino escolar. Em 1959, o governo de Juscelino Kubitschek, numa portaria recomendou sua adoção em todo o território nacional.


ADJETIVOS E ORAÇÕES ADJETIVAS RESTRITIVAS E EXPLICATIVAS 


Antes da reforma gramati­cal imposta pela Nomenclatura Gramatical Brasileira, em 1959, os adjetivos também eram classificados em restritivos e explicativos. É fácil notar a dife rença, por exemplo, do adjetivo FRIO quando se relaciona a gelo ou a mão, e do adjetivo ESCURO quando se refere a noite ou a pele. Necessariamente todo gelo é frio e toda noite é escura, mas nem toda mão é fria nem toda pele é escura.

No primeiro caso (gelo frio e noite escura), os adjeti­vos são meros epítetos, meros qualificadores e não elementos distintivos de substantivos de mesma espécie. Eram classifica­dos como adjetivos explicativos. Já no segundo caso (mão fria e pele escura), os adjetivos não só qualificam como também distin­guem os respectivos substanti­vos, uma vez que nem toda mão é fria, nem toda pele é escura. Eram classificados como adjeti­vos restritivos.

Essa classificação desapare­ceu para os adjetivos, mas foi mantida para as orações subor­dinadas adjetivas, que funcionam como adjunto adnominal, geral­mente do termo que antecede o pronome relativo. Quando tra­balhamos com orações subordi­nadas adjetivas restritivas, essa constatação da função delas como adjunto adnominal não é problemática. Mais difícil é achar e aceitar a função de adjunto ad­nominal de uma explicativa.

Em “O gol que a Holanda marcou desmontou a seleção brasileira”, não fica nenhuma dúvida de que a oração em des­taque é adjunto adnominal do substantivo “gol” da oração ante­rior, qualificando e distinguindo o gol holandês de outro gol qual­quer. Há nessa oração a grande força distintiva do adjetivo nesse papel. A oração “que a Holanda marcou” pode até ser substituída pelo adjetivo holandês, “O gol holandês”, como fiz logo acima.

     


Porém, em “O gol, que é a alegria e a tristeza no futebol, embeleza ainda mais o espetáculo”, a oração destacada é adjetiva explicativa e atua apenas como um epíteto, um mero qualificador, isto é, não distingue esse gol de outro gol. Sua função sintática é tão de adjunto adnominal como a do adjetivo frio na frase “O gelo frio eriçava ainda mais os pelos de sua perna”. Só que no caso do período em estudo, a oração se separa do substantivo a que se refere pelas vírgulas, por dois basilares motivos. Primeiro, por ser oração explicativa e, apesar de exercer função sintática, é meramente intercalada, ou seja, algo que se coloca no meio de outra oração para algum esclarecimento, alguma qualificação; segundo, pela necessária ênfase que esse esclarecimento traz na sua essência, responsável pela informação implícita. 

E não pode ser retirada do texto, como alguns professores ensinavam antigamente, porque sua omissão desvirtuaria a informação implícita que há nas orações adjetivas. Explicitamente, isto é, na superfície do texto, informa-se que o gol embeleza o espetáculo e que é a alegria ou a tristeza no futebol. Implicitamente a oração adjetiva nesse texto mostra que qualquer gol provoca alegria ou tristeza, não há distinção. Na oração anterior, explicitamente informa-se que a seleção brasileira sofreu um gol e que esse gol a desarticulou. Implicitamente a oração adjetiva distingue o gol holandês de outro gol qualquer, não foi outro gol que desmantelou nossa seleção, mas o holandês. Em outras palavras, as orações adjetivas também dizem nas entrelinhas, no não dito. São, pois, indispensáveis.

 

 


AS ADJETIVAS EXPLICATIVAS E A CAUSA 


Os usuários que tenham, no mínimo, razoável competência linguística perce­bem que boa parte das adjetivas explica­tivas apresenta um leve sabor de causa em relação ao que ocorre na oração prin­cipal. Não, não, não são orações adver­biais causais. Apenas nos fazem sentir essa breve sensação de causa, sem ser a causa. Vejamos alguns exemplos:

“O gol, que é a alegria e a tristeza no futebol, embeleza ainda mais o espetáculo.” (O gol, porque é a alegria e a tristeza no futebol, embeleza ainda mais o espetáculo). Com a adjetiva, apenas esclarecemos o papel embelezador do gol e apenas sugerimos a causa; com o segundo exemplo, “porque é a alegria e a tristeza no futebol”, nossa inten­ção é realmente mostrar a causa do embele­zamento do espetáculo pelo gol. Essa mesma explicação vale para os exemplos abaixo.

“Deus, que é nosso pai, perdoa nossos pecados.” (Deus, por ser nosso pai,...).

“As emissoras de São Paulo, que deram a falsa notícia, serão punidas.” (As emissoras de São Paulo, porque deram a falsa notí­cia,...)

Aliás, na oração que demos acima com adjetivo explicativo, “O gelo frio eri­çava ainda mais os pelos de sua perna”, também se pode sentir esse saborzinho de causa no adjetivo frio: “O gelo, por ser frio, eriçava ainda mais os pelos de sua perna”. Se colocássemos esse adjeti­vo entre vírgulas, o saborzinho passaria já a sabor. Só que agora o adjetivo pode ser percebido de duas maneiras: 1) com a mesma função de mero adjunto adno­minal do substantivo qualificado, ou 2) como a parte visível de uma oração adverbial causal: “O gelo, frio, eriçava ainda mais os pelos de sua perna”, ou seja, “O gelo, por ser frio, eriçava ainda mais os pelos de sua perna”. 

 

   

Semântica
Semântica foi o tema da capa da edição 25 da CONHECIMENTO PRÁTICO LÍNGUA PORTUGUESA, em texto assinado por Edmilson José Sá, que inicia o texto explicando: “Desde os escritos do pai da Linguística, Ferdinand de Saussure, o conceito de significado figura entre os elementos-chave na reflexão linguística. De tão importante, ele ganhou até um ramo próprio para seu estudo. É a Semântica, que se preocupa justamente com os sentidos adquiridos pelas palavras ou lexias ou pelos seus agrupamentos.”


Como se pode ver, há um insubstituível papel da morfologia e da sintaxe. A morfologia é a matéria-prima manipulada pela sintaxe para, ao combinar as palavras, fazê-las contrair funções e gerar o terceiro elemento do tripé: a semântica . Agora, como essa semântica é demonstrada como resultado dessa contração é questão de estilo individual, é papel da estilística. 


AS ADJETIVAS E O APOSTO


Não por acaso o adjunto adnominal e o aposto são funções acessórias na sintaxe. Que fique claro aqui que acessório em linguagem não é como um acessório num carro. Em linguagem, o acessório é tão importante e tão indispensável quanto o essencial e o integrante. Por exemplo, nos nomes de ruas, cidades ou outros elementos geográficos, temos um núcleo e um aposto, mas não podemos separar um do outro. Assim, em Avenida São João, o “São João” é aposto de avenida e não pode, de forma alguma, ser separado por vírgula ou suprimido.

Sabemos que um substantivo é modificado pelos seus adjetivos (artigo, adjetivo, numeral e pronome), que funcionam como adjuntos adnominais na mesma função sintática em que esse substantivo é o núcleo.

Porém, às vezes, essa força adjetiva é exercida por outro substantivo, ou seja, na mesma função sintática há um núcleo substantivo e outro substantivo acrescentando uma ideia acessória qualquer a esse núcleo. A esse papel de um substantivo atuando como adjetivo e exercendo a função sintática de adjunto adnominal, por causa da hierarquia (substantivo é sempre igual a outro substantivo em termos hierárquicos) é que se dá o nome de APOSTO, ou seja, colocado um ao lado do outro. Em outras palavras, o aposto é a função adjunto adnominal exercida por substantivo.

 

Em outras palavras, as orações adjetivas também dizem nas entrelinhas, no não dito. São, pois, indispensáveis.

 

CAUSA: NEM TODAS SÃO IGUAIS... 
É bom esclarecer que há adjetivas explicativas que não apresentam esse saborzinho de causa. Em “O jovem, que esteve aqui hoje cedo, é o novo médico da família.”, frase só possível se o referido jovem for o assunto da conversa entre o locutor e o interlocutor, a adjetiva explicativa destacada não passa o mesmo sabor de causa dos exemplos anteriores, uma vez que o jovem não é o novo médico por ter estado lá (aqui) hoje cedo.

E, como as anteriores, não pode ser dispensada porque sua informação implícita mostra um jovem conhecido do locutor e do interlocutor, portanto, não distintiva. Essa mesma oração sem as vírgulas (“O jovem que esteve aqui cedo é o novo médico da família.”) passa a ser restritiva porque acrescenta a informação implícita distintiva, isto é, distingue esse jovem de outro e necessariamente representa um contexto diferente da oração anterior, entre vírgulas.

 

E é por isso também que o aposto pode ser, como as orações adjetivas, restritivo ou explicativo. Se dizemos, em 2010, “O presidente do Brasil, Lula, viajou bastantes vezes ao exterior”, o substantivo Lula, exercendo o papel de adjunto adnominal, recebe o nome de aposto, exatamente por ser substantivo modificando substantivo, e é explicativo porque não distingue esse presidente de outro presidente. Em 2010, o presidente do Brasil era mesmo o Lula.

Porém, em qualquer momento, se dizemos “O ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso também viajou bastantes vezes ao exterior”, o substantivo Fernando Henrique Cardoso, exercendo o mesmo papel de adjunto adnominal e também pelos mesmos motivos acima, é chamado de aposto, só que agora restritivo, porque distingue esse ex-presidente dos demais ex-presidentes. E é por isso que Lula, aposto meramente explicativo, está e deve vir entre vírgulas, e Fernando Henrique Cardoso, aposto distintivo, não está e não pode ser colocado entre vírgulas. Se o colocássemos entre vírgulas, mudaríamos a informação implícita e diríamos a nosso ouvinte/leitor que, desde 1889, só há um ex-presidente, o que é absolutamente falso.

Resta aqui enfatizar que num texto podemos captar informações explícitas e implícitas, ou seja, lemos as linhas e as entrelinhas. Na superfície do texto, ou seja, nas linhas, captamos as informações explícitas; no profundo do texto, ou seja, nas entrelinhas, no não-dito, captamos as informações implícitas. E as orações adjetivas atuam fortemente nas duas linhas, razão por que é preciso realmente tomar cuidado com a pontuação, para que não se desvirtuem as informações implícitas.


CONFUSÃO ENTRE ORAÇÃO ADJETIVA E ORAÇÃO APOSITIVA 


Esclarecido isso, e para encerrar, podemos tratar agora de uma confusão plausível entre oração subordinada adjetiva e oração subordinada substantiva apositiva. Essa confusão é possível porque o aposto, como vimos, é de fato um adjunto adnominal, só que exercido por substantivos ou equivalentes.

Vejamos como são semelhantes os fatos expressos nos dois períodos abaixo: 
A ideia que ele nos deu acrescerá muito a nosso objetivo de lazer. 
A ideia dele, que viajássemos a Portugal, acrescerá muito a nosso objetivo de lazer.

A primeira, equivalente ao adjetivo particípio DADA (“A ideia dada acrescerá muito a nosso objetivo de lazer”) é adjetiva restritiva e funciona como adjunto adnominal do substantivo “ideia” da oração principal. A segunda, equivalente à expressão substantiva “uma viagem a Portugal”, é substantiva apositiva, pois equivale a um substantivo (viagem)esclarecendo outro substantivo (ideia). No primeiro caso, podemos substituir o “que” por “a qual”; na segunda, o que ocorre por parte do ouvinte/leitor é uma pergunta sobre algo que precisa ser esclarecido. A pergunta é: “que ideia?”. A resposta é um aposto: “A ideia dele, uma viagem a Portugal, acrescerá muito a nosso objetivo de lazer”. Mas, como ela é expressa por uma oração, temos oração subordinada substantiva apositiva. E isso também já desmonta aquela asserção de que as orações apositivas vêm somente depois de dois pontos.

Como se vê, nossa língua apresenta tantos caminhos e soluções que jamais poderá ter a exatidão matemática ou física. As linhas, entrelinhas e meandros de um texto provocam discursos sempre à espera de que lhes captem as minúcias. Um usuário competente sabe manejá-la e atingir seus objetivos.

 

*Professor Leo Ricino é mestre em Comunicação e Letras, instrutor na Universidade Corporativa Ernst & Young, professor na Fecap e ministra cursos no Sinpro – Sindicato dos Professores de São Paulo.

Fonte: https://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/28/artigo209964-1.asp