Como Resenhar Livros Literários?

01/11/2012 13:00

Texto 01

Devido à enorme quantidade de blogs literários que passaram a existir nos últimos tempos, aumentou, também, o número de resenhas por ai. Porém, principalmente aos que estão começando agora, sempre bate aquela dúvida sobre a melhor maneira de resenhar. Além do mais, não é incomum encontrar resenhas que são praticamente resumos da história ao invés de uma resenha propriamente dita. 
 
Por definição, resenha é:
 

5. Análise crítica de um artigo ou de uma obra (ex.: resenha de um livro). 

(Fonte: Dicionário Online Priberam da Língua Portuguesa)

 
 
 
 
Observação: O texto abaixo traz algumas diretrizes que podem ajudar caso surjam dúvidas ao se fazer uma resenha. Se você estrutura seu texto de outra maneira - desde que seja uma resenha, e não um resumo -, não significa que a sua esteja incorreta. Cada um tem um jeito único e próprio de se escrever, então as dicas neste texto não são regras, apenas sugestões:

 

Como resenhar livros?
Por Breno Melo
 
Há vários tipos de resenhas. Para blogs literários, se estamos falando de romances como Insaciável de Meg Cabot, o tipo mais adequado é aquele que consiste de resumo da trama + opinião pessoal.
 
Procure dividir a resenha em 5 partes.
 

Na primeira parte, que deve ser um parágrafo de poucas linhas, procure dizer o tema, o gênero literário e apresentar um resumo de poucas linhas. Exemplo:

 
Insaciável, de Meg Cabot, é um chick-lit sobre vampiros em Nova York, o primeiro romance da autora com essa temática.
 


Esse primeiro parágrafo deve ser especialmente curto, para que o leitor veja imediatamente do que se trata o livro e decida continuar lendo o texto. Portanto, não enrole. Note, além do mais, que o nome do livro e do autor também foram mencionados.
 
No segunda parte, apresente um pequeno resumo da trama. O objetivo não é que o leitor conheça os pormenores da trama, mas que ele tenha uma boa visão geral. Essa segunda parte já deveria ser um parágrafo maior que o anterior.
 
Exemplo:
Meena Harper trabalha como redatora de uma série de TV chamada “Luxúria”. Acontece que a série do canal concorrente investe na temática vampírica e faz um enorme sucesso. Meena, a contragosto, se vê obrigada a investir na mesma temática. O que ela não sabe é que os vampiros existem de verdade e estão mais próximos do que imaginamos. Como não poderia deixar de ser (ou poderia, sei lá), ela se envolve com Lucien Antonescu (descendente direto de nada mais, nada menos que Drácula) e acaba se apaixonando por ele. O amor é lindo, não é? Ao conhecê-lo melhor, ela vê que o Diabo, digo, o Vampiro não é tão feio como pintam e passa a acreditar que vampiros podem sim ser redimidos. Vale a pena dizer que ela passa por poucas e boas por causa dessa crença ou convicção, sempre arriscando sua pele. Ou melhor, seu sangue...
 
 
Na terceira parte, procure indicar e comentar as caracteríscas positivas que lhe pareçam mais relevantes, se não para você, para outros possíveis leitores do livro. Use mais de um parágrafo se necessário. Essa terceira parte da resenha pode se estender bastante se você quiser se alongar, comentando mais e mais pontos positivos. Também é o melhor momento de apresentar possíveis curiosidades e comentá-las. Lembre, entretanto, que deve haver uma hierarquia:
 
1)Características mais relevantes, mais notáveis ou mais presentes na obra;
 
2)Características menos relevantes, secundárias ou menos presentes na obra;
 
3)Curiosidades, apartes, pormenores interessantes e outros assuntos relacionados ao livro.
 
Exemplo:
Meg acertou em cheio, criando uma trama, senão original, diferente de Crepúsculo e de outros livros com a mesma temática. Também é inusitado envolver o Vaticano nessa história, como uma organização secreta de caça aos vampiros.
Dos caçadores ou exterminadores de vampiros, o arrogante Alaric é o personagem mais interessante. Lucien, filho do Demo, digo, filho de Drácula também é um personagem interessante em si e por se envolver com Meena Harper. Esses três são os mais interessantes ou bem-construídos da história. Certamente, há outros.
A trama é ambientada na atual e moderna Nova York, um dos centros do mundo, mais precisamente no Upper East Side, em vez de ser ambientada em lugares mais sombrios e afastados no tempo, como a Inglaterra do século XIX. Não temos aqui, nem de longe, a Romênia do Conde Drácula.
Meena, como toda heroína de chick-lit, é uma mulher independente, moderna e antenada. Ela tem computadores, um smartphone e usa o Skype como qualquer mortal de nossos dias.
Ela só não tem um carro como gostaria...
A linguagem empregada pela tradutora é bem coloquial, fácil de entender para qualquer um. Além do mais, ao longo de praticamente todo o livro, notamos tiradas bem-humoradas.
A atual edição tem uma capa muito bonita, bastante caprichada. O layout também é bastante agradável.
Detalhe: A obra é uma série e tem uma continuação, um segundo e último livro. Se você gostar deste, prepare-se para comprar o próximo!
 
IMPORTANTE: Um romance é algo imaterial. A capa, o layout e a qualidade das páginas não fazem com que um romance seja melhor ou pior. Essas características são extrínsecas ao romance e devem ser comentadas à parte. De modo algum elas deveriam fazer com que o livro ganhasse mais estrelas ou menos estrelas no Skoob, por exemplo. Um bom livro que tivesse sua capa arrancada, deixaria de ser um bom livro? E um livro ruim que ganhasse uma capa melhor numa segunda edição, mereceria mais uma ou duas estrelas no Skoob por causa disso?
 
O livro é uma coisa. A edição é outra.
 
Na quarta parte da resenha, procure indicar e comentar as características negativas que lhe pareçam mais notáveis, se não para você, para outros possíveis leitores do livro. Use mais de um parágrafo se necessário.
 
Exemplo:
Mas o que poderia ser ruim neste romance? Como havia dito, para quem não conhece o gênero, é um chick-lit. Não espere uma história densa ou profunda. É uma história leve, engraçada e ótima para distrair. É como chick-lit que o livro é perfeito ou pode ser considerado bom.
 
 
IMPORTANTE: Seja sempre sucinto, educado e imparcial.
 
Se um livro é realmente ruim, não queime seu filme demonstrando má vontade ao resenhá-lo, nem seja mal-educado ou grosseiro. Tampouco tente alfinetar o autor com meias-palavras, de maneira sutil. Seja claro e direto, mas não se alongue sem necessidade.
 
Veja: Ser severo ao apontar os possíveis defeitos de um livro, quando na mesma resenha você foi míope ou indiferente para as possíveis qualidades dele, demonstra má vontade ou parcialidade. Usar adjetivos grosseiros, chulos ou pejorativos demonstra má-educação, menosprezo ou implicância de sua parte.
 
Em poucas palavras, ser grosseiro, parcial, ter má vontade ao reconhecer os possíveis pontos positivos de uma obra ou demonstrar prazer em espezinhá-la são sempre defeitos do resenhista e, não, do livro.
Se você é rigoroso ao apontar os defeitos de uma obra, deve ser igualmente rigoroso ao defender as qualidades dela. Do contrário, você estaria sendo injusto.
 
Na quinta parte da resenha, dê sua opinião pessoal sobre a obra como um todo - mas sem levar em conta a capa, o layout e a qualidade das páginas-  e procure indicar o tipo de público que se interessaria pelo livro.
 
Exemplo:
 
Este pode ser um romance diferente se comparado com outros de Meg Cabot, no que diz respeito à temática, mas o resultado desta novidade foi excelente e eu diria que é um dos melhores livros da autora. Uma surpresa superagradável de Meg Cabot para seus fãs. Indico este romance vampiresco para todos os leitores que gostam de chick-lits e, especialmente, para os fãs da autora.
 
 
Outras boa dica é mencionar, como quem não quer nada, o número de páginas. Faça isso no local que lhe parecer mais adequado ou menos artificial.
 
Exemplo:
Este pode ser um livro diferente se comparado a outros de Meg Cabot, no que diz respeito à temática, mas o resultado desta novidade de 504 páginas foi excelente e eu diria que é um dos melhores livros da autora.
 
 
Sobre quotes (citações), use pelo menos um em sua resenha. Optando por apenas um quote, escolha aquele que seja um exemplo do estilo geral do autor. Do contrário, se você escolhe um que seja exceção, sua resenha passará uma ideia equivocada do estilo geral que o leitor encontrará na obra.
 
Exemplo:
A linguagem empregada pela tradutora é bem coloquial, fácil de entender para qualquer um. Além do mais, ao longo de praticamente todo o livro, notamos tiradas bem-humoradas.
 
"Alaric não deu uma chance para ele pronunciar suas últimas palavras. Por experiência própria, achava que vampiros não tinham nada muito interessante ou profundo para dizer. Era tudo muito shakespeariano e emo."
 
 
Por fim, se você não é especialista sobre o gênero do livro que você está resenhando, lembre que sua resenha se trata de opinião pessoal, isto é, que ela está sujeita a equívocos. Em outras palavras, o que você chama de defeito pode ser, na verdade, qualidade e vice-versa! Também acontece de um resenhista chamar de original uma obra clichê. Neste último caso, tudo depende da bagagem literária do resenhista. Neste nosso exemplo de resenha, temos um chick-lit. Jamais poderíamos apontar as características típicas desse gênero como defeitos de Insaciável. Do contrário, corrigidos esses “defeitos”, Insaciável deixaria de se encaixar no gênero chick-lit. Pense bem: Você não gosta do livro ou do gênero?
 
Especialmente em se tratando de resenhas negativas, pelos motivos acima, identificar o gênero é muito importante:
 
 
É como chick-lit que o livro é perfeito ou pode ser considerado bom.
 
 
No fim das contas, a resenha ficaria assim:
 

Insaciável, de Meg Cabot, é um chick-lit sobre vampiros em Nova York, o primeiro romance da autora com essa temática.
Meena Harper trabalha como redatora de uma série de TV chamada “Luxúria”. Acontece que a série do canal concorrente investe na temática vampírica e faz um enorme sucesso. Meena, a contragosto, se vê obrigada a investir na mesma temática. O que ela não sabe é que os vampiros existem de verdade e estão mais próximos do que imaginamos. Como não poderia deixar de ser (ou poderia, sei lá), ela se envolve com Lucien Antonescu (descendente direto de nada mais, nada menos que Drácula) e acaba se apaixonando por ele. O amor é lindo, não é? Ao conhecê-lo melhor, ela vê que o Diabo, digo, o Vampiro não é tão feio como pintam e passa a acreditar que vampiros podem sim ser redimidos. Vale a pena dizer que ela passa por poucas e boas por causa dessa crença ou convicção, sempre arriscando sua pele. Ou melhor, seu sangue...
Meg acertou em cheio, criando uma trama, senão original, diferente de Crepúsculo e de outros livros com a mesma temática. Também é inusitado envolver o Vaticano nessa história, como uma organização secreta de caça aos vampiros.
Dos caçadores ou exterminadores de vampiros, o arrogante Alaric é o personagem mais interessante. Lucien, filho do Demo, digo, filho de Drácula também é um personagem interessante em si e por se envolver com Meena Harper. Esses três sãos os mais interessantes ou bem-construídos da história. Certamente, há outros.
A trama é ambientada na atual e moderna Nova York, um dos centros do mundo, mais precisamente no Upper East Side, em vez de ser ambientada em lugares mais sombrios e afastados no tempo, como a Inglaterra do século XIX. Não temos aqui, nem de longe, a Romênia do Conde Drácula.
Meena, como toda heroína de chick-lit, é uma mulher independente, moderna e antenada. Ela tem computadores, um smartphone e usa o Skype como qualquer mortal de nossos dias.
Ela só não tem um carro como gostaria...
A linguagem empregada pela tradutora é bem coloquial, fácil de entender para qualquer um. Além do mais, ao longo de praticamente todo o livro, notamos tiradas bem-humoradas.
"Alaric não deu uma chance para ele pronunciar suas últimas palavras. Por experiência própria, achava que vampiros não tinham nada muito interessante ou profundo para dizer. Era tudo muito shakespeariano e emo."
A atual edição tem uma capa muito bonita, bastante caprichada. O layout também é bastante agradável.
Detalhe: A obra é uma série e tem uma continuação, um segundo e último livro. Se você gostar deste, prepare-se para comprar o próximo!
Mas o que poderia ser ruim neste romance? Como havia dito, para quem não conhece o gênero, é um chick-lit. Não espere uma história densa ou profunda. É uma história leve, engraçada e ótima para distrair. É como chick-lit que o livro é perfeito ou pode ser considerado bom.
Este pode ser um romance diferente se comparado com outros de Meg Cabot, no que diz respeito à temática, mas o resultado desta novidade de 504 páginas foi excelente e eu diria que é um dos melhores livros da autora. Uma surpresa superagradável de Meg Cabot para seus fãs. Indico este romance vampiresco para todos os leitores que gostam de chick-lits e, especialmente, para os fãs da autora.

 

Fonte: https://www.minhavidaliteraria.com.br/2012/04/como-resenhar-livros.html

 

Texto 02

 

Como Fazer uma Resenha Eficiente

A resenha é um gênero literário que tem como função avaliar as principais partes de uma obra e comentá-la, seja ela literária, cinematográfica ou teatral.

 

Vou explicar a resenha crítica que aborda tanto o relato da obra quanto sua opinião, dando ênfase na literária:

 

A resenha crítica perfeita está entre a descrição e a argumentação. A pessoa que conseguir equilibrar esses fatores conseguirá fazer um texto completo. Então você deve levar em conta os seguintes aspectos:

 

  1. Você deve ler o livro detalhadamente, observando os pontos e as partes mais importantes. Se você não entender alguma parte, volte e releia, não fique com preguiça ou com a desculpa de que "isso não é importante".
  2. Analise os dados bibliográficos do autor e os acontecimentos históricos que o levaram a escrever a obra. Verifique também de quem, ou de qual ideologia, período, partido político, pensamento ele foi influenciado. Desenvolvendo um texto com uma base de conhecimento do autor e do livro será mais gratificante e o resultado melhor. Logo depois, de forma resumida apresente essas informações para começar o texto. Descreva e apresente a forma e o modo de escrever do autor e as principais obras.
  3. Agora você vai escrever uma descrição da obra. Redija um resumo da obra apontando os principais elementos, além disso procure incluir partes do livro para que o leitor possa avaliar e forma sua própria opinião.
  4. Agora você vai incluir sua opinião. Aqui você pode abordar diversos conhecimentos:
  • a) Relacione o livro com outros do autor ou que sejam semelhantes apontando defeitos ou virtudes, como também utilize argumentos sólidos e concretos, podendo basear-se em teoria de outros autores ou em trechos do livro, mas nunca use expressões que indique primeira pessoa como: " Eu acho" ou "Minha opinião é...".
  • b) Escolha um aspecto relevante do livro, portanto não saia criticando tudo sem haver coerência e relação entre seus relatos;
  • c) Identifique o objetivo do autor para com o leitor: Será que ele queria confrontar o governo?; Expressar sua imaginação?; ou apenas fez o livro para ganhar dinheiro?. Também indentifique que consequências podem ocorrer com a leitura da obra. Será que a obra pode impulsionar suicídios?; Pode gerar uma revolução devido ao seu conteúdo racista ou preconteituoso?; Como também motivar a luta de classes sociais ou operárias?
  • d) Perceba como evoluiu o raciocínio do autor e o enredo da história. Será que ele fez uma história coerente e coesa?; Será que os acontecimentos estão estanques e dispersos ou estão entrelaçados? A história fez sentido ou ficou confusa ? Será que o enredo foi criativo e original ou foi tradicional e copiado?
  • e) Não avalie o autor por aquilo que ele não fez, apenas critique a obra. Não pense se ele poderia ter reduzido o livro, ou colocado mais personagens, não encontre soluções, apenas falhas ou eficiência.

 

5. Uma dica infalível para qualquer texto argumentativo: Use os três C: coesão, coerência e concisão . O texto deve, também, ser objetivo e  ir direto ao ponto, portanto não fique "enchendo a lingüiça" com besteiras e repetições.

 

 

Existem 5 aspectos relevantes que você pode verificar ao resenhar uma obra:

 

Originalidade: Esse é um importante ponto ao se discutir a obra. Será que o autor fez algo novo ou único?, Será que ele fez e criou? .Tente verificar isso, porque hoje em dia o que se mais se tem visto são repetições e cópias das cópias, como por exemplo este negócio de "amor proibido".  Isso é muito repetitivo e sem originalidade. Pense quem foi o primeiro a escrever algo assim? Shakespeare? Não sei, mas esse tema é muito antigo e está defasado. Todo tipo de novela ou conto romântico hoje segue esse tema. Também existem as mesmices do "Final Feliz". São muitas histórias com esse aspecto. Por que não pode morrer todo mundo no final e o vilão ficar rico e poderoso? Pense nisso.

 

Criatividade: Pense no contexto e no enredo da obra. Será que o seu enredo é bem feito e construído?; Será que tem imaginação ou, na língua popular, é "maneiro"?; Voltando ao ponto anterior será que é algo novo?. Ser original também é ser criativo. Avalie a dimensão da obra e o desenrolar do enredo. Aquele tipo de obra no qual o autor deixa tudo embaralhado ou é algo simples e pobre não tem criatividade nenhuma. Além disso, ele deve ter um texto coerente, no qual as personagens não estejam em situações estanques e dispersas e que os fatos se entrelacem.

 

Personalidade: Esse é um aspecto difícil de o autor desenvolver. Avalie se os personagens têm personalidade, são "humanos", têm sentimentos e desejos, como toda pessoa. Se são diferentes, se são frutos de convivências harmoniosas, de brigas, guerras, amores, dores e se eles têm um passado. Muitas obras nem sequer pensam nisso, o personagem é sempre o mesmo, tem as mesmas coisas, os mesmos gostos e sentimentos. Avalie a dimensão e a quantidade de personalidades dos personagens.

 

Conhecimento: Essa é importantíssima. Verifique se o autor deixa ou demonstra conhecimento. Será que ele pesquisou os locais onde os personagens iriam passar? Será que sua escrita é rica e ampla? Será que, caso ele imagine um mundo imaginário, é bem descrito e mostrado? Além disso, examine a carga de conhecimento que a obra traz para você, pois num mundo globalizado precisamos aprender sempre mais, fazendo valer o ditado "você é aquilo que você sabe". Isso define que a leitura é um divertimento, mas também uma aprendizagem. Diversos autores retratam conhecimento científico em suas obras ou relatos históricos que ajudam o leitor a ampliar seu conhecimento. Pense nisso.

 

Sua Opinião: Essa é a mais importante. Quando for criá-la pense: dizer diretamente que o autor é horrível, uma porcaria e só escreve para analfabetos pode ser muito chulo! Tente desenvolver um raciocínio em que o leitor possa analisar e refletir sobre o tema de forma a instigá-lo.

Ao invés de:

"O livro é horrível, uma porcaria e o autor só escreve para analfabetos" redija assim:

"O livro pode influenciar a obesidade devido aos seus incentivos alimentares. Isso pode ser visto na seguinte citação: 'Ele comeu até ter 557 kg, mas fez isso porque comer muito faz bem', portanto isso demonstra uma real condição para estimular as pessoas a ingerir cada vez mais alimentos aumentando o rico de ter infarto e diabetes."

 

Embora o trecho não seja muito provocador,você pode perceber que ele incentiva a análise do leitor para a situação e coloca um trecho para melhor argumentar. 

Além disso construa-a com base na sua formação e nos argumentos que você tem.Se você tem uma opinião firme e concreta, terá um texto de alta qualidade. Lembre: sua opinião faz de você um ser único e original, portanto não se deixe abalar pela maioria.

 Fontes: UOL Educação,Lendo.org TodoProsa .

 

 

Texto 03

COMO FAZER UMA BOA RESENHA?

 
O que torna uma resenha boa?
 
Uma resenha deve ser útil e agradável tanto para quem escreve quanto para quem lê.
 
É claro que não estamos falando de resenhas “profissionais”, escritas sob encomenda para jornais ou suplementos literários, em que existe a obrigação de passar a informação de maneira completa, incluindo detalhes como editora, preço de venda do livro, etc.
 
Em nosso caso, o importante mesmo é que a resenha possa somar à leitura, acrescentar valor ao livro que se acabou de ler. Como isso pode ser feito?
 
Antes de  produzir o texto pense nas questões abaixo, que são  como uma espécie de “roteiro” para a resenha:
 
* Eu gostei ou não de ler esse livro?
 
* O que a leitura desse livro acrescentou à minha vida?
 
* Qual é a “essência” do livro?
 
* O que será que o autor quis passar com esse livro?
 
* Qual a visão de mundo do autor?
 
* Com base na leitura do livro, é possível perceber algo da personalidade do autor?
 
* Caso eu tenha lido outros livros do mesmo autor ou outros livros do mesmo gênero, que comparação é possível fazer entre esse livro e outros?
 
* O que eu gostaria de lembrar a respeito desse livro daqui a cinco ou dez anos?

 

 
Essas perguntas podem variar bastante, de acordo com os interesses de quem estiver fazendo a resenha. Pois existem vários motivos para se ler um livro: diversão, aprendizado, crescimento, obrigação, hábito.
 
Independente das perguntas (e das respostas para essas perguntas), o simples exercício de formulá-las amplia em muito a nossa capacidade de retirar o máximo da leitura.
 
 
Cuidados para com quem vai ler a resenha
 
Como mencionado acima,  uma boa resenha é aquela que serve tanto para quem escreveu quanto para quem a lê.
 
Essa é uma consideração importante quando vamos escrever uma resenha para ser postada. Pois se formos seguir unicamente o critério de usar a resenha fazer uma referência pessoal a respeito do livro, acabaremos sendo de pouca serventia para as outras pessoas.
 
Esse cuidado com quem vai ler uma resenha que escrevemos pode ser traduzido em duas atitudes opostas: as coisas que escrevemos e as que deixamos de escrever em uma resenha em benefício dos outros.
 
As coisas que escrevemos para os outros em uma resenha são aquelas que para quem leu o livro são óbvias ou desnecessárias, mas que fazem falta para quem ainda não leu. Um resumo da história, uma contextualizada a respeito do livro, do autor ou dos personagens e qualquer informação a mais que inserimos em uma resenha se enquadra nessa categoria.
 
E por fim, mas não menos importante, é aquilo que deixamos de incluir em uma resenha por consideração às outras pessoas. Surpresas na trama e pontos cruciais da história (como a revelação da identidade do assassino em um romance policial) fazem parte dessa categoria.
 
E o ponto mais fascinante, nessa troca literária, é quando postamos uma resenha sobre um determinado livro e recebemos em troca o olhar do outro a respeito daquele mesmo livro, um olhar que às vezes é tão diferente, às vezes é tão semelhante ao nosso, mas que sempre é complementar e muito precioso!

 

Fonte: https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com.br/2011/06/como-fazer-uma-boa-resenha.html

 

Texto 04

Como escrever uma crítica literária ou resenha de um livro.

 

A resenha ou crítica literária são tanto uma descrição ou uma avaliação de um livro. Deve concentrar-se sobre a finalidade do livro, conteúdo e credibilidade.

Preliminares

Antes de começar a ler, considere o seguinte:

1. Título – O que propõe?

2. Prefácio – Fornece informações importantes sobre a finalidade do autor em escrever o livro e lhe ajudará a determinar o sucesso do trabalho?

3. Índice - Diz-lhe a forma como o livro é organizado e os itens  que ajudarão a determinar as principais ideias do autor e a forma como são desenvolvidos? Observar a cronologia, tópicos e outros ítens.

Leia o texto

Anote as impressões sobre o que você lê e destaque passagens para evidenciar. Tenha em mente essas perguntas:

1. Qual é a área ou gênero, e como o livro se encaixa nessas áreas?(Utilize fontes externas para se familiarizar com o campo, se necessário)

2. Qual o ponto de vista daquilo que está escrito?

3. Qual é o estilo do autor? É formal ou informal? Qual tipo de público pretende atingir? Se é uma obra de ficção, o que faz o autor no sentido de usar técnicas literárias?

4. Os conceitos estão claramente definidos? O autor desenvolve bem as idéias? Que áreas são abrangidas ou não abrangidas? Por quê? Isso ajuda a estabelecer a credibilidade do livro.

5. Se é uma obra de ficção, anote elementos como a personagemenredo, e organização, e como estes se relacionam com o tema do livro. Como é que o autor delineia seus personagens? Como os desenvolve ou desenvolveu? Qual é a estrutura do enredo?

6. Quão exatas são as informações contidas no livro? Verifique fontes externas, se necessário.

7. Se necessário, anote o formato do livro – diagramação, encadernação, tipografia. Verifique se há mapas ou ilustrações e se certifique  que eles ajudam a compreensão.

8. Verifique o assunto. O índice é preciso? O que fez o autor utilizar fontes – primárias ou secundárias? Como é que ele fez uso delas? Tome nota de importantes omissões.

9. Por último: o livro é completo? Precisa ser melhor trabalhado? Compare o livro a outros desse autor ou de outros autores.

Consulte fontes adicionais

Tente encontrar mais informações sobre o autor – a sua reputação, qualificações, influências, etc. – qualquer informação que seja relevante para o livro a ser revisto e que ajudará a estabelecer a credibilidade do autor. É bom ter conhecimento do período e de importantes teorias literárias, isto também pode ser útil para a sua resenha. Consulte algum especialista que poderá sugerir fontes e caminhos de pesquisa.

Prepare um esboço

Analise cuidadosamente suas notas e tente unificar suas impressões em uma declaração que descreva a finalidade do trabalho. Em seguida, delineie os argumentos que sustentam a sua resenha. Seus argumentos devem desenvolver a resenha de uma maneira lógica.

Escreva um rascunho

Depure suas anotações e, então, direcionando e fazendo referências às notas quando necessário, comece a escrever. A resenha deve incluir os seguintes elementos:

1. Informações preliminares – A citação bibliográfica completa do livro ou seja, título, autor, local, editor, data da publicação, edição, número de páginas, características especiais (mapas, gravuras, etc), preço e ISBN.

Exemplo:

Dona Carochinha
Contos e Histórias
Rio de Janeiro: Editora Que Imprime, 1998.
224pp. $37.50
9877987798779-0

2. Introdução – Tente capturar a atenção do leitor com sua frase inicial. A introdução deverá indicar sua idéia central, e definir o tom da resenha.

3. Desenvolvimento – Desenvolva argumentos que suportem a resenha, tal como estabelecido no seu esquema. Use descrições, avaliações e, se possível explicação do motivo pelo qual o  autor  escreveu o livro. Use citações para ilustrar pontos importantes ou peculiaridades.

4. Conclusão – Se a sua resenha foi bem fundamentada, a conclusão deve seguir naturalmente. Ela pode incluir uma avaliação final ou simplesmente reafirmar a sua visão. Não deve introduzir novos materiais neste ponto.

Revisão do rascunho

1. Faça tudo dentro dos prazos estabelecidos. Assim você ganha tempo.
2. Releia com atenção o seu texto, à procura de clareza e coerência.
3. É fundamental ter gramática e ortografia corretas.
4. Verifique as citações.

 

Fonte: https://recantodaspalavras.com.br/2008/05/05/como-escrever-uma-crtica-literria-ou-resenha-de-um-livro/