Textos para o 7º ano

29/11/2016 11:32

 

Entre a liberdade e a opressão?

 

 

Mas que coisa chata! Há hora pra acordar, pra ir à escola, pra dormir... Não pode isso, não pode aquilo....Coma isso, não beba aquilo... Vai sair? Com quem? A que hora vai chegar? Será que é preciso dar satisfação de tudo o que eu penso e quero? Como eu queria ser livre! Livre!

 

 

TEXTO 01                                                       

            LIBERDADE, OH, LIBERDADE!

 

       Todo mundo quer ser livre; a liberdade é o bem mais precioso, almejado por homens e mulheres de todas as idades, e a luta para conquistá-la começa bem cedo.

      Desde os primeiros meses de idade, você só pensa em uma coisa: fazer apenas o que quer, na hora que quer, do jeito que quer.

      Crianças de meses rejeitam a mamadeira de três em três horas, mas choram muito quando têm fome— querem comer na hora que escolherem—, e quando um pouco mais grandinhas brigam para não vestir a roupa que a mãe escolheu. Ficam loucas para ir sozinhas para o colégio, e quando chegam em casa além do horário previsto, ai de quem perguntar onde elas estiveram. “Por aí” é o que respondem, quando respondem— e as mães que enlouqueçam.

      Quando adolescentes, as coisas pioram: querem a chave do carro (e a da casa), e quando começam a sair à noite e os pais tentam estabelecer uma hora para chegar, é guerra na certa, com as devidas consequências: quarto trancado, onde ninguém pode entrar nem para fazer uma arrumação básica. Naquele território ninguém entra, pois é o único do qual ele se sente dono — e, portanto, livre. A partir dos 12 anos, o sonho de todos os adolescentes é morar num apart — sozinhos, claro.

      Mas o tempo passa, vem namoro mais sério, e quem ama não é — nem quer ser — livre ( para que o outro também não seja). Dá para quem está namorando sumir por três dias? Claro que não. Se for passar o fim de semana na casa da avó que mora em outra cidade, vai ter que dar o número do telefone — e isso lá é liberdade? E dos celulares, melhor nem falar.

      Aí um dia você começa a achar que, para ser livre mesmo, é preciso ser só: começa a se afastar de tudo e cancela o amor em sua vida— entre outras coisas. Ah, que maravilha: vai aonde quer, volta na hora em que bem entende, resolve se o almoço vai ser um sanduíche ou na-da, sem ninguém para reclamar da geladeira vazia, trocar o canal de televisão , etc. Ah, viver em to-tal liberdade é a melhor coisa do mundo. Mas a vida não é simples, um dia você acorda pensando em se mudar de casa; fica horas pesando os prós e contras, mas não consegue decidir se deve ou não. Pensa em refrescar a cabeça e ir ao cinema, mas fica na dúvida — enfrentar a fila, será que vale a pena? Acaba não fazendo nada, e depois de tantos anos sem precisar dar satisfação da vida a ninguém, começa a sentir uma estranha nostalgia.

      Como seria bom se tivesse alguém para dizer que é uma loucura fazer uma tatuagem; alguém que te aconselhasse a não trocar de carro agora — pra que , se o seu está tão bom? Que mostrasse o quanto você foi injusta com aquela amiga e precipitada quando largou o marido, o quanto foi rude com a faxineira por uma bobagem. Que falasse coisas que iam te irritar, desse conselhos que você iria seguir ou não, alguém com quem você pudesse brigar, que te atormentasse o juízo às vezes, para você poder reclamar bastante. Alguém que dissesse o que você deve ou não fazer, o que pode e o que não pode e até mesmo te proibisse de alguma coisa.

      E que às vezes notasse suas olheiras e falasse, de maneira firme, que você está muito magra e talvez exagerando na dieta; alguém que percebesse que, faltando dez dias para o final do mês , você só tem 50 reais na carteira e perguntasse se você não está precisando de alguma coisa. E que dissesse sempre, em qualquer circunstância, “vai dar tudo certo”.

      Que falta faz um pai.

     ( Danuza Leão. Folha de S. Paulo, 3/3/2012)

 

Vocabulário: almejado: desejado ardentemente./ apart: o mesmo que apart-hotel( apartamento-hotel), espécie de apartamento com regalias de hotel: arrumadeira, lavadeira, cozinheira,manobrista, etc.

 

 

Responda às questões em seu caderno:

 

1)     A autora defende um ponto de vista a respeito da importância que tem a liberdade na vida das pessoas. Qual é esse ponto de vista e em que fases da vida o ser humano aspira pela liberdade?

 

2)     No 4º parágrafo do texto, a autora diz que, na adolescência, “as coisas pioram”.

a)   Por que há conflitos entre pais e adolescentes?

b)     Que palavras empregadas pela autora reforçam a ideia de que o lar se transforma num campo de batalha?

c)     Se o quarto é o único espaço do qual o adolescente se sente dono, deduza: Que envolvimento ele tem com o restante da casa e com os problemas do lar?

 

3)     De acordo com o texto, “o sonho de todos os adolescentes é morar num apart — sozinhos, claro”.

a)     Das regalias que há no lar, quais o adolescente encontraria num apart-hotel?

b)     O adolescente tem condições concretas de manter um apart-hotel?

 

4)     Segundo a autora, a fase do “namoro mais sério” modifica a visão que até então a pessoa tinha de liberdade. “Quem ama”,diz ela, “não é— e nem quer ser — livre”.

a)  Explique essa contradição.

b)  Levante hipóteses: Por que, a respeito dos telefones celulares, a autora diz “melhor nem falar”

 

5)  Morar sozinho é uma das etapas na conquista da liberdade. De acordo com o texto:

a)     Que vantagens há em morar sozinho?

b)     E quais são as desvantagens?

 

6) Releia este trecho:

“depois de tantos anos sem precisar dar satisfação da vida a ninguém, começa a sentir uma estranha nostalgia.”

 

Veja alguns dos sentidos que a palavra nostalgia tem no dicionário:

nostalgia: s.f.1. melancolia profunda causada pelo afastamento da terra natal[...] 3.saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado.

( Dicionário Houaiss da língua portuguesa. RJ: Objetiva, 2001)

 

a)     No texto em estudo, a nostalgia se deve à falta de quê?

b)     Que outro sentido ganha, nesse momento, tudo aquilo que antes parecia insuportável ao adolescente?

 

7) Comparada com o início do texto, a frase “Que falta faz um pai”, do final, é surpreendente.

a)     A palavra pai foi empregada conotativamente. Que sentidos ela apresenta no contexto?

b)     Levante hipóteses: Até alguém chegar a essa nova forma de ver o mundo, quantos anos terão se passado?

c)     O reconhecimento, nesse estádio da vida, de que “sente falta do pai”, indica que o ser humano amadureceu? Por quê?

 

8) Em sua trajetória de vida, o ser humano sofre profundas mudanças. De acordo com o texto, essas mudanças fazem com que ele deixe de valorizar a liberdade?Justifique sua resposta.

 

9) O texto discute o desejo do ser humano de ser livre.Você também se sente oprimido e gostaria de ser livre?  Em caso afirmativo, livre de quê?

 

10) Para você, o que é liberdade?

 

11) Coloque-se no lugar de seus pais.

a) Você criaria seus filhos de modo diferente daquele em que vem sendo criado? Em caso afirmativo, diferente em que aspectos?

b)     Em sua opinião, os limites que os pais geralmente estabelecem (condições para sair, horário para chegar, etc) são manifestações de amor ou de opressão? Justifique sua resposta.

 

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TEXTO 02

 

PRA DAR E VENDER

 

Há os que sobem pra cima, descem pra baixo, entram pra dentro, saem pra fora. Há também os que jantam à noite, buscam elos de ligação, falam em monopólios exclusivos, vivem em países do mundo. Não faltam os que mantêm a mesma qualquer coisa, os que ainda continuam, os que fazem planos para o futuro. Enfim, os amantes dos pleonasmos nadam de braçada. A oferta não tem fim. Vale o exemplo publicado na imprensa, na sexta-feira passada. O repórter diz que Dilma é “amiga pessoal” de Lula. Ganha um bombom Godiva quem tiver um amigo que não seja pessoal. Talvez a intenção fosse dizer amigo íntimo. Mas de intenções o inferno está assiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmm..

 

Dad Squarisi. Dicas de Português. Estado de Minas, domingo, 27 de novembro de 2010, Caderno cultura, p. 2.

 

Responda às questões em seu caderno:

 

1) Releia, com atenção, a passagem a seguir:

“Mas de intenções o inferno está assiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmm.”

Justifique o uso da palavra destacada na frase acima.

 

2)  A que se refere o título do texto, “Pra dar e vender”?

3) Procure o significado de Pleonasmo no dicionário. Depois, escolha um dos exemplos citados no texto e explique por que se trata de um pleonasmo.

 

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TEXTO 03

Comportamento

REDE DE INTRIGAS

 

No mundo virtual, o hábito de falar mal dos outros ganha proporções (e efeitos) globais

(..) Nas teias da internet, o drama mexicano pode também dar lugar a uma tragédia grega. É o caso do cyberbullying, versão informatizada do bullying. Este é o nome técnico para a agressão física ou psicológica feita entre crianças e adolescentes nas salas de aula – como os ataques de bolinhas de papel e as surras no recreio. Já o cyberbullying ocorre num ambiente irrestrito: por MSN, mensagens de celular ou e-mail, Orkut, blogs ou qualquer novidade cibernética que agrupe a garotada. A prática abrange desde a mensagem ofensiva até a publicação de difamações on-line. Uma pesquisa da Clemson University, nos Estados Unidos, apurou que 21% dos alunos de 8ª série passavam pelo problema. Não há dados no Brasil, mas muitos adolescentes estão expostos às ofensas on-line. Juliana Ravagnani, de 14 anos, Pedro Schilling, de 14, e Jonas Semiatzh, de 15, estudantes da 7ª série do Colégio Assunção, em São Paulo, passam grande parte de seu tempo na frente do computador. Juliana presenciou brigas on-line entre colegas que a xingavam e a defendiam em seu próprio flog (blog de imagens). Já Pedro deixou de entrar em salas de bate-papo virtuais por se incomodar com o assédio. "Tem conteúdo sexual em todas as salas, até para as destinadas aos menores de 15 anos", reclama. Jonas, por sua vez, passou meses recebendo ameaças diárias de um desconhecido por mensagens de celular. "Tive de trocar de número", conta.

O Colégio Humboldt, em São Paulo, decidiu intervir contra o cyberbullying. A coordenadora Lucy Wenzel foi avisada de que o blog de uma aluna da 6ª série exibia ofensas de baixo calão a professores e alunos de sua sala. "Fiquei estupefata, pois a menina acusada nunca havia dado problema", diz Lucy. Quando chamaram a garota para conversar, descobriram que alguém havia postado as mensagens em seu nome. Após muito debate na sala, os alunos que publicaram as ofensas confessaram e pediram desculpas.

O cyberbullying é tão nocivo quanto o bullying.  "As conseqüências são as mesmas: gerar baixa auto-estima, vergonha, ansiedade", explica o pediatra Aramis Lopes Neto, da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência.(..)

 

Época, 21 de novembro de 2012, p. 122-4 (fragmentos).

1) Justifique o uso que se faz no texto de palavras como “rede”, “teia”, “virtual”, cibernética”.

2) Releia, com atenção, o lead: “No mundo virtual, o hábito de falar mal dos outros ganha proporções (e efeitos) globais.”

Que fatos justificam a afirmação “ganha proporções (e efeitos) globais”?

3)  Você observou que, no lead, o termo “e efeitos” foi colocado entre parênteses. Com que intenção o autor fez essa opção, colocar entre parênteses?

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TEXTO 04

 

XÔ, FOFOCA

Como se proteger de ataques na rede

 

No  Facebook ou em seu blog pessoal, não deixe informações que você não queira que todos leiam.

Um casal pode evitar brigas por ciúmes se combinar como vão se apresentar em seus perfis no facebook: casados, namorando, relacionamento aberto, etc.

Apague constantemente seus scraps (recados) ou mensagens postadas em seu blog.

Faça sua parte: não publique mensagens embaraçosas nos perfis ou blogs de seus amigos.

Não saia comentando sobre a vida alheia em comunidades virtuais. Um conhecido pode ler.

 

Época, 21 de novembro de 2014, p. 123.

 

1) Predominam no texto os verbos no imperativo (afirmativo e negativo): "apague", "não publique", dentre outros. Que fato justifica esse uso?

 

2) Retire do texto a frase que possa servir como exemplo típico de linguagem coloquial ( linguagem falada no dia a dia sem “compromisso” com as regras gramaticais).

 

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TEXTO 05

Leia este texto, de Moacyr Scliar, atentando para sua pontuação: 

 

  AI, GRAMÁTICA, AI, VIDA.

 

[...]

 

INFÂNCIA: A PERMANENTE EXCLAMAÇÃO

 

Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

Me dá! É meu!

[...]

 

A PUBERDADE: A TRAVESSIA ( OU O TRAVESSÃO)

[...]

 

— O que eu acho, Jorge— não sei  se tu também achas— o que eu acho— porque a gente sempre acha muitas coisas— o que eu acho— não sei— tu és irmão dela— mas o que eu estive pensando— pode ser bobagem— mas será que não é de a gente falar— não, de eu falar com a Alice—

—    Alice tu sabes — tu me conheces— a gente se dá— a gente conversa— tudo isto Alice— tanto tempo— eu queria  te dizer Alice— é difícil — a gente — eu não sei falar direito.

 

JUVENTUDE— A INTERROGAÇÃO

 

Mas  quem é que sou afinal? E o que é que eu quero? E o que é que vai ser de mim? E Deus existe? E Deus cuida da gente? E o anjo da guarda, existe? E o diabo? E por que é que a gente se sente tão mal?

[...]

Mas por que é que tem pobres e ricos? Por que é que uns têm tudo e outros não tem nada? Por que é que uns têm auto e outros andam a pé? Por que é que uns vão viajar e outros ficam trabalhando?

 

AS PAUSAS RECEOSAS ( RECEOSAS ,VÍRGULA, CAUTELOSAS)  DO JOVEM ADULTO

 

Estamos,  meus colegas, todos nós, hoje, aqui, nesta festa de formatura, nesta festa, que, meus colegas, é não só nossa, colegas, mas também, colegas, de nossos pais, de nossos irmãos, de nossas noivas, enfim, de todos quantos, nas jornadas, penosas embora, mas confiantes sempre, nos acompanharam, estamos, colegas, cônscios de nosso dever, para com a família, para com a comunidade, para com esta Faculdade, tão jovem, tão batalhadora, mas ao mesmo tempo tão, colegas, tão.

[...]

 

O HOMEM MADURO. NO PONTO.

 

Uma cambada de ladrões. Têm de matar.

Matar. Pena de morte.

O Jorge também. Cunhado também. Tem de matar. Esquadrão da morte. e ponto final. No  meu filho mando eu. E filho meu estuda  o que eu quero. Sai com quem eu quero.

Lê o que eu quero. Freqüenta os clubes que eu mando.

Tu ouviste bem, Alice. Não quero discutir mais este assunto. E ponto final.

 

 

(UM PARÊNTESE)

 

( Está bem, Luana, eu pago, só não faz escândalo)

 

O FINAL... RETICENTE...

 

Sim , o tempo passou... E eu estou feliz...Foi uma vida bem vivida, esta... Aprendi tanta coisa... Mas das coisas que aprendi... A que mais me dá alegria...É  que hoje eu sei tudo... Sobre pontuação...

 

(Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar e outras crônicas. Porto Alegre: L&M, 1995,P.88-91)

Vocabulário

cauteloso: cuidadoso, o que age com prudência.

cônscio : consciente.

 

COMO SURGIRAM OS PRINCIPAIS SINAIS DE PONTUAÇÃO ?

 

            Surgiram no inicio do império Bizantino (330 a 1453). Mas sua função era diferente das atuais. O que hoje é ponto final servia para separar uma palavra da outra. Os espaços brancos entre palavras só apareceram no século VII, na Europa. Foi quando o ponto passou a finalizar a frase. O ponto de interrogação é uma invenção italiana, do século XIV. O de exclamação surgiu no século XIV. Os gráficos italianos também inventaram a vírgula e o ponto-e-vírgula no século XV( este ultimo era usado pelos antigos gregos, muito antes disso, como sinal de interrogação). Os dois pontos surgiram no século XVI. O mais tardio foi a aspa, que surgiu no século XVII.

  ( Superinteressante, jun.2007.)

 

PARA QUE SERVE A PONTUAÇÃO ?

             A linguagem verbal não é constituída apenas de palavras. Na fala, há outros elementos que participam da interação verbal e tornam mais preciso o sentido do que falamos. É o caso, por exemplo, da entonação,  dos gestos, da expressão facial, da ênfase sobre algumas palavras, do ritmo da fala, etc. Como transpor todos esses recursos para  a linguagem escrita?

            A pontuação, até certo ponto, cumpre esse papel, tornando mais claro e preciso o sentido dos textos.

 

 

Responda às questões em seu caderno.

 

 

QUESTÃO 01

O narrador-personagem associa as fases da vida a sete sinais de pontuação e, por meio deles, narra a sua história. Na  1 ª parte, a infância é associada ao sinal de exclamação. De quem são as falas e o que a exclamação expressa:

a) No 1º parágrafo?

b) No 2º parágrafo?

 

QUESTÃO 02

Na 2ª parte do texto, o narrador associa a adolescência ao travessão, fazendo um trocadilho entre travessão

e travessia. A que tipo de travessia se refere o narrador?

 

QUESTÃO 03

Ainda na 2ª parte do texto, o protagonista conversa com um amigo( Jorge) e sua irmã ( Alice).

a)    De que assunto ele quer tratar com essas pessoas?

b)    O que o emprego constante do travessão sugere quanto ao estado emocional do protagonista?

 

QUESTÃO 04

A 3ª parte, a da juventude, é associada ao ponto de interrogação. Qual é a relação entre esse sinal de pontuação e essa fase da vida?

 

QUESTÃO 05

Na 4ª parte, o protagonista é um jovem adulto, que está terminando a faculdade. O narrador associa essa fase à vírgula.

a) Observe o emprego da palavra vírgula no título dessa parte. Indique uma palavra ou expressão que tenha um sentido aproximado da palavra vírgula nesse contexto.

b) Qual a intenção do narrador ao empregar a palavra vírgula nesse contexto?

c) No título, o narrador faz um trocadilho, chamando as vírgulas de “pausas receosas “ e depois corrigindo para “pausas cautelosas” do jovem adulto. Considerando a fase em que se encontra esse jovem — de fim de estudos e de iniciação profissional — , por que considera essa fase “cautelosa”?

 

QUESTÃO 06

 Na 5ª parte, a maturidade do protagonista é associada ao ponto final.

a) Explique a ambigüidade, isto é, o duplo sentido da frase ”No ponto”, do título dessa parte.

b) Os nomes  de Alice e Jorge, já mencionados na 2ª parte da vida do protagonista, reaparecem na 5ª parte. Qual é o provável parentesco existente entre o protagonista e essas outras personagens?

 

QUESTÃO 07

Uma das funções dos parênteses é indicar uma espécie de desvio do texto central ou o acréscimo de uma informação acessória. Na 6ª parte, esse sinal de pontuação é usado em uma conversa do protagonista com Luana.

a) Levante hipóteses: Que tipo de relação você acha que existe entre eles?

b) O que o emprego do parêntese sugere?

 

QUESTÃO 08

 

O narrador intitula a ultima parte de “O final...reticente...”. As reticências podem ter diferentes papéis e sentidos. Veja alguns deles:

  indicar que o sentido vai além do que foi expresso;

  indicar suspensão do pensamento, reflexões ;

  indicar dúvida, hesitação;

  permitir que o leitor, usando a imaginação, dê continuidade ao texto.

 

Na sua opinião, qual ou quais dos itens acima traduzem melhor a intenção do narrador ao associar essa fase da vida a esse sinal de pontuação?

 

QUESTÃO 09

Um poeta muito astuto, fez em versos uma declaração de amor para três garotas que estavam apaixonadas por ele —Soledade, Lia e Iria—, de um modo que contentava todas elas. Conforme a pontuação que cada uma empregasse na leitura, o poeta afirmava que amava ou Soledade, ou Lia, ou Iria. Eis o poema:

 

Três belas que belas são

Querem por minha fé

Eu diga qual delas é

Que adora meu coração.

 

Se consultar a razão,

Digo que amo Soledade

Não Lia, cuja bondade

Ser humano não teria

Não aspiro à mão de Iria

Que não tem pouca beldade.

 

Pontue a 2ª estrofe, empregando apenas ponto, ponto de interrogação e ponto de exclamação, de modo que o poeta afirme que:

 

a)    ama Soledade e não as outras garotas;

b)    ama Lia e não as outras ;

c)    ama Iria e não  Soledade e Lia.

 

QUESTÃO 10

Um oficial enviou a seus soldados um telegrama, ordenando-lhes que fossem à guerra. O telegrama dizia: “Irão voltarão não morrerão”. Todos os soldados morreram na guerra e o oficial garante que não mentiu em seu telegrama. Que pontuação da frase pode provar isso?

 

QUESTÃO 11

O diretor pegou em flagrante um funcionário pichando o muro da empresa: “Morte ao diretor ele não é um cara legal”. O funcionário, entretanto, afirmou ao diretor que sua intenção era outra e, recorrendo à pontuação, conseguiu se safar da demissão imediata. Como?

 

QUESTÃO 12

Nas frases abaixo, a pontuação estabeleceu uma diferença de sentido. Imagine em que situações cada uma das frases poderia ter sido empregada.

 

Regina não me atendeu. Quando telefonei pela segunda vez , já era tarde.

Regina não me atendeu quando telefonei pela segunda vez. Já era tarde.

 

QUESTÃO 13

 Pontue as frases abaixo de modo a lhes dar sentido:

 

  •   Maria toma banho e sua mãe disse pega o sabonete.
  •  Um fazendeiro tinha um bezerro e a mãe do fazendeiro era também o pai do bezerro.
  •  Levar uma pedra de São Paulo ao Rio uma andorinha só não faz verão .