Qual é o seu valor?

18/05/2015 18:46

Foto:renanfalleiros.wordpress.com

           

Algumas relações duram; Outras não. Mesmo no início de um relacionamento, já temos ideia de que o mesmo será “eterno”, ou vai ter a duração de um filme de sessão da tarde. Pelo menos eu penso assim.

Noutros casos, nos decepcionamos e decidimos, com certa dose de desapontamento, a dar fim ao que supúnhamos pra sempre.

Mas o que isso tem a ver com o título deste texto? Já aviso que a tônica do nosso papo vai mudar... É que não me refiro a uma relação carnal/amorosa/humana. É de uma relação comercial que estou falando. Compliquei? Espero que não. Explico: Qual será seu valor para uma marca de produtos que você adora consumir? Quanto você vale para a marca? Tudo? Nada?  0,000001% ou menos? Será que você é “realmente muito importante” para essa marca, como ouvimos nas ligações gravadas que duram uma eternidade?

Preste atenção quando você for comprar algo de que gosta muito. Algo que tenha orgulho em embrulhar, carregar na sacola pelo meio da rua ou nos corredores chiques de um shopping qualquer. Digo isto, pois percebi que meu valor para uma EX- PREFERIDA marca de produtos de estética e higiene, da qual era cliente tipo fidelidade e tudo, é pequeno demais. Uma das lojas da franquia jogou meus pontos acumulados no lixo porque havia um ano que não comprava por lá. Muito menos quis dividir minha pequena compra em 2 vezes no cartão de crédito. Lógico que a culpa deve ser minha, pois não dei “um presente à altura" para minha mãe...

Eu sei. Não fui o único a ser barrado no baile. Por isso mesmo, pior ainda para a dita marca. Essa empresa parece estar implorando para seus clientes trocarem de fornecedor. O seu, o meu, o nosso valor para esses conglomerados do consumo parece ser baixíssimo. Ou então eles se esqueceram que é de grão em grão que a galinha enche o papo. Ingênuos, no mínimo...

Assim como numa relação amorosa, onde você não tenha valor, faça o mesmo com as marcas que não te tratem muito bem: Tente resolver, converse, reavalie. Não resolveu? TROQUE. Simples assim. Eu cortei meu cartão-fidelidade em quatro partes, quando cheguei em casa. Acho que não volto lá. Se mudar de ideia, te aviso...

Abraço cordial!!!

 

(Eduardo C. Souza é professor de História e escritor, autor de Memórias de um homem quase sensato. Escreve mensalmente neste espaço. Ele aprendeu, felizmente, a separar as relações e a ter seu merecido e suado valor).