Onde e quando?...

16/06/2014 17:32

 

                               

 

Hoje não falarei de algo que toquei, bebi ou comi. Vou dizer-lhes de algo que vivi e vivo em certas situações. Mas fique tranquilo (a), pois não vou incomodar a ninguém com nenhum papo de procom... Mas adianto que, sim, a imagem de hoje tem tudo a ver com o texto, já que falarei de dias preferencialmente ensolarados, com mar azul lindão e céu de brigadeiro.

Você já reparou como nós tratamos as pessoas quando estamos de férias e viajando para algum lugar bem diferente do nosso? E quando estamos hospedados em um hotel? Pois é... Nas viagens, quando entramos nos elevadores damos bom dia a todos, e com um sorriso bem largo; No café do hotel, tagarelamos com o garçom na maior cara de pau, como se ele fosse um velho amigo. Na piscina do referido hotel, ou na sauna, cumprimentamos a todos, na maior cordialidade. Seguramos a porta do elevador, sem aquele stress do dia-a-dia, muito menos ficamos apertando o botão milhões de vezes só para que o referido chegue rápido, ainda que estejamos cansados de saber que não adianta apertar tanto, já que o painel “entende” que uma vez basta para o bendito se deslocar até nós.

Nos passeios, nem reclamamos se o ônibus ou a van vai demorar uns dez minutinhos, ou se a cerveja veio sem aquele isopor para que ela não esquente rápido. Tratamos as camareiras na maior cordialidade e educação, bem como os porteiros... Mas isso tudo, só porque estamos de férias ou num feriado prolongado? Não podemos fazer isso tudo no nosso dia a dia? Por que não podemos brincar com os velhinhos no parque durante a semana? Ou então, (antes que você fale mal dos horários apertados de segunda a sexta), nos finais de semana? Ou a nossa sagrada caminhada é tão sagrada que nem podemos ser gentis por uns instantes? Quer um exemplo clássico? Quando entramos em um transporte coletivo do passeio turístico, não damos bom dia a todos? Duvido que eu e você façamos o mesmo nos dias “normais” no trem, metrô ou ônibus lotado... E olha que somos tão chegados a um stress que já no aeroporto, na ida,trunfamos nossa cara e fazemos aquela pose de cansado de tudo.

Sim, eu também me incluo neste exército da rotina chata, mas passei a perceber isso e me policio a partir de então. É simples: Tento ser mais gentil no meu cotidiano. Não lhe digo que sou aquela mala velha, a abrir um sorriso pra tudo e todos. Mas acho que minha gentileza é como o meu inglês: básico, mas o quero avançado em pouco tempo. E como se faz? Praticando, cara pálida...

Sei que é difícil, mas "bora" tentar fazer dos nossos dias todos ensolarados, com mar azul e céu de brigadeiro? De preferência limpo e doce. Aí, quando estivermos de férias, nossa gentileza será apenas uma extensão do que já fazemos.

Onde e quando seremos melhores?...

 

Abraço cordial!!!

(Eduardo C. Souza é escritor e professor de História. Escreve mensalmente neste espaço. Se você é gentil o tempo todo, desculpe-me. 

E parabéns!...).

Confira outros textos do autor no linkColuna do Eduardo.

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