O mundo é das mulheres?

11/02/2014 17:56

 

 

 

 

Volta e meia faço essa pergunta-piada aos meus alunos, amigos e familiares. A verdade é que se olharmos à nossa volta, tenderemos a dar total apoio a esta ideia. Alguns exemplos notórios de que isso é verdadeiro:

  • Logo que nascemos, só o fazemos porque viemos de uma mulher: nossa mãe;  
  • Depois nos alimentamos pelo leite materno até certa idade;
  • Na escola, preste atenção em um caderno de uma menina de onze anos e depois faça o mesmo com o caderno de um garoto da mesma idade. Qual caderno você acha que, em geral, estará mais organizado?
  • Quando elas crescem e vão para a faculdade, quem você acha que tira as melhores notas?
  • Na hora de tirar a carteira de habilitação, o percentual de mulheres que conseguem ser aprovadas na primeira vez é muito maior do que o de homens. E não venha dizer que é porque “todas vão de minissaia e os examinadores dão uma facilitada”, porque isso está longe de ser uma regra.
  • Depois disso, elas compram o primeiro carro e vão fazer o seguro. Será que ele é mais em conta do que o dos homens? Lógico que sim, pois elas se envolvem muito menos em acidentes;
  • E muito sinceramente: Nós homens NÃO conseguimos fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo. Elas fazem até umas quatro tarefas e ainda assistem a novela das oito numa boa. Se tentarmos imitá-las teremos que recorrer a sessões de massagens diárias para que o corpo aguente o  tranco.  E até que massagem não seria uma má ideia...

 

Posto isso, é só lembrar que, no meu caso específico, de três chefes imediatos que possuo, três são... mulheres!! Elas têm muito mais jogo de cintura e flexibilidade em trabalhos manuais, tarefas complexas ou que exijam raciocínio meticuloso. O que será que nos sobra então? A facilidade para ir ao banheiro em momentos de aperto, o manejo para abrir potes, trocar um pneu furado e matar animais peçonhentos. Nisso, damos de goleada. Mas paramos por aí...

E então, alguma dúvida de que o mundo seja delas? Deveria dedicar este breve texto a nós homens, os caras dos primórdios da História. Quem sabe a gente não aprende a admirar e a respeitar essas maravilhosas beldades que enfeitam o mundo (e o nosso mundo!) diuturnamente?

Na verdade dedico este texto à Andréa Evangelista, funcionária do CAOP- UCPD. Pessoa “super do bem” que nos deixou recentemente. Um susto só! Uma mulher guerreira e lutadora como poucas. Que ela fique bem onde estiver... E também aos seus filhos Mariana, Daniele e Matheus.

 

Abraço cordial!!!

 

(Eduardo C. Souza é professor de História e escreve mensalmente neste espaço. Ele defende um mundo com mais oportunidade para elas. Já está na hora de a História ser justa com o “sexo frágil”).

 

Confira outros textos do autor no linkColuna do Eduardo.