O Homem da Cabeça de Papelão – alunos do 9º ano

04/12/2013 13:45

 

Os alunos do 9º ano, em uma atividade da disciplina de Língua Portuguesa, fizeram uma releitura da crônica O Homem da Cabeça de Papelão. Esta é uma crônica de João do Rio, pseudônimo utilizado por João Paulo Emílio Coelho Barreto, escritor e jornalista carioca. Os alunos fizeram uma adaptação livre do texto para a produção deste vídeo. 

Parabenizo a todos os alunos envolvidos nessa atividade! 

Cláudia Leal Keller

Sinopse da crônica: 


Antenor é um cidadão do País do Sol discriminado por seus compatriotas. Os motivos da discriminação são os fatos de Antenor falar a verdade  e pensar. Antenor pensava livremente por conta própria! Destoante do restante da população, o pensador se viu alijado do convívio social e do trabalho, recebendo constantes conselhos de que “ajeitasse sua má cabeça”, visto que não se enquadrava no Bom Senso pregado pela sociedade a qual ele pertencia. Com ânsia de casar-se com Maria Antônia – filha da lavadeira de sua mãe–, Antenor vê-se encurralado entre o amor/pressão e o seu modo de vida pautado pela verdade. Fortunadamente (ou infortunadamente), Antenor depara-se com uma relojoaria e lá descobre que pode deixar sua cabeça para conserto, recebendo em troca uma cabeça de papelão, fabricada em série. A partir daí, o novo Antenor galga as maiores posições sociais, a fama e a fortuna, trapaceando e mentindo. E assim passa a ser aclamado por aqueles que o cercam. Após algum tempo, ele novamente defronta-se com a relojoaria e relembra de sua antiga cabeça. Em uma conversa final com o relojoeiro, este lhe diz que sua cabeça sempre esteve em perfeito estado, sendo uma das mais geniais com a qual já se deparara. No momento de reavê-la, entretanto, Antenor pede ao relojoeiro que embrulhe-a, pois irá guardá-la, optando assim por usar definitivamente a cabeça de papelão: Antenor tornou-se mais um entre eles.