O Bolso da FIFA

11/02/2014 18:29

 

 

Início de 2014... estamos começando o ano da tão esperada Copa do Mundo que vai ser sediada no nosso país. 12 cidades do nosso Brasil serão o palco dos maiores confrontos esportivos do ano, um período de um mês inteiro dedicado totalmente aos jogadores, e mesmo assim ainda existem vários problemas econômicos, educacionais e hospitalares. Não é a primeira vez que a questão da educação vs. Copa está sendo tratada, houve meses que o assunto não foi outro e todos já estão cansados de saber da quantidade de dinheiro sendo gasto com as despesas do evento, enquanto podiam ser investidas em outros setores.

Mas fazer todos pensarem na educação e na saúde presentes no Brasil não é a razão deste texto, porque não existe só um brasileiro, existem milhões de brasileiros que martirizam a Copa, o entretenimento, com tudo o que podem em nome dos nossos professores e médicos, mas vão estar sempre lá nos estádios, tomando uma cerveja e assistindo pessoas gritarem feito loucas assim que a bola acerta dentro do gol.

A realização da Copa, assim como muitos outros eventos, provoca alegria, entretém e ,claro, é indispensável para os humanos. O que seríamos nós sem um pouco de diversão? Mas atualmente os jogos estão muito além disso, eles mostram, através de jogadores e estádios, a competição entre os países para fazer sempre melhor. O governo gasta cada vez mais dinheiro dos cofres públicos para satisfazer a população. E não podemos negar, o valor é gigantesco. O prejuízo que o Brasil terá será imenso, levará anos para repor todo o dinheiro, porque são bilhões gastos em coisas fúteis que não aumentam um centavo o preço do ingresso.

É claro que, com estádios mais sofisticados, o bairro de tais construções terá um melhora considerável na economia, pois o comércio aumentaria. Mas acontece que o crescimento econômico é praticamente impossível de ser previsto e basta fazer dois mais dois pra perceber os prejuízos que a Copa trará. Mas como já foi dito no início, esse texto não serve para todos pensarem sobre a educação e saúde, mas pensarem nos próprios atos. Não é só o governo que enche os bolsos dos organizadores e presidentes da FIFA e CBF, mas também os brasileiros, que se orgulham de serem do país do futebol, pois não enxergam as verdadeiras prioridades! Não é à toa que cada vez mais jovens médicos e engenheiros se mudam para outros países, o que eles terão de lucro em um país em que a diversão é a prioridade?

Então para todos os torcedores de plantão que apoiam o Greenpeace e valorizam o dinheiro que tem: estabeleçam suas prioridades e lutem por elas! De anda adianta fazer planos para o meio ambiente, escolas ou hospitais, se todo o terreno está sendo ocupado por estádios e clubes.

 

Giordano Devêza é aluno do 9º ano e escreve mensalmente neste espaço.