Não sei quem sou... e já cheguei até aqui.

21/06/2015 21:34

 

 

Sabe aquela sensação, de que você não se “encaixa” consigo mesmo? Ou quando você sente alguma coisa, mas sem saber por quê... ? Não! Então vou explicar.

Às vezes, sentimos coisas que não compreendemos. Quem nunca ficou muito alegre (ou muito triste) sem ter motivo? É inexplicável. E só pode ser descrito como algo que o ser humano simplesmente sente; faz parte de sua natureza.

O que quero dizer com tudo isso é que, por incrível que pareça, não sabemos quem somos. Eu, pelo menos, não faço ideia. Existem, sim, pessoas que acreditam que sabem quem são. Têm um sonho, um objetivo na vida, pretendem segui-lo a qualquer custo e têm certeza do que querem ser e fazer. Não estou criticando essas pessoas. Estou apresentando uma opinião diferente.

Acredito que, a graça da vida, não está em “programar” seu futuro. Mas em desenvolvê-lo.  É divertido ir, com o tempo, descobrindo e construindo quem você é e, de fato, quer ser. É uma questão de saber desenvolver-se para o futuro; e não programá-lo. Por que este, não importa o que você faça, é imprevisível.

Não é preciso, de forma alguma, parar de tocar a vida só por não se sabe quem é. É preciso, isso sim, tocar a vida enquanto se descobre quem é.

 

Lis Vieira da Mata é aluna do 7º ano e escreve mensalmente neste espaço.