Minha Inusitada Procura pela Felicidade

02/10/2012 13:45

    

 

       As tardes de domingo sempre foram tediosas para mim. 

    Na verdade, as tardes dos fins de semana sempre foram tediosas, sempre passei dentro de casa vendo televisão ou no computador, de preferência no meu quarto. Gostava de olhar o mundo pela janela e tentar imaginar o que de tão legal havia ali que deixava aquelas pessoas felizes.

    Um belo dia resolvi me aventurar e descobrir o mistério de toda aquela felicidade. No início encontrei coisas simples como uma Amizade. E todos precisamos de alguém para as horas boas e ruins, para te dizer quando estiver errado e não te deixar quebrar a cara, alguém que seja uma espécie de anjo.

    Ao longo do tempo fui descobrindo também que existe uma coisa chamada Amor, e se subdivide em vários “tipos” como, por exemplo, o amor fraterno e um “amor diferente”, este último a gente nunca sabe dizer ao certo como é, quando o encontrou e como sente, pois não tem explicação. Ele chega de mansinho, sem permissão e acaba te pegando de surpresa. O que quer que seja esse “amor diferente” posso dizer que comecei a senti-lo, não por completo, e não consegui ao menos desfrutá-lo, pois algo conseguiu “transformá-lo” em outra coisa, uma tal de Saudade. Essa te faz sentir um vazio inacabável, te consome por dentro sem deixar marcas e pode ser considerada como o pior dos machucados, pois ela não tem remédio para ser curada mais rapidamente.

    Agora que ela chegou, resolvi dar uma parada e voltar a ficar no meu quarto olhando o mundo pela janela, repensar no modo como cheguei até aqui e em como continuarei essa minha inusitada procura pela felicidade. 

Thaís D'Angelo