JMJ: Linguagem de amor e unidade

24/06/2013 11:26

Jornada Mundial da Juventude JMJ: Linguagem de amor e unidade

 


            O Brasil e o mundo vivem com dinamismo e fé a espera do maior evento que envolve a juventude, trata-se da XXVIII Jornada Mundial da Juventude – JMJ que será sediada na cidade do Rio de Janeiro, daqui a algumas semanas, mais precisamente de 23 a 28 de julho de 2013, com o lema: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).
            Tudo começou no ano de 1984 quando o Papa João Paulo II promoveu um encontro com a juventude com o objetivo de ouvir e acolhê-los. A partir de 1985, o encontro foi chamado de JMJ e tem por missão mostrar ao mundo o testemunho de uma fé viva, transformadora que revele o rosto de Cristo em cada jovem.
            Anualmente todas as dioceses do mundo celebram as Jornadas, sendo previsto a cada 2 ou 3 anos um encontro internacional dos jovens com o Papa, que dura aproximadamente uma semana.

            Um dos maiores valores que a JMJ traz é a unidade. Quem participa de uma JMJ pode perceber concretamente, em seu coração, uma única e exclusiva linguagem, a linguagem do amor. É um momento em que várias culturas e espiritualidades convivem e se entendem. Alguém que observa do “lado de fora” pode questionar como tantas línguas e raças não se tornam uma “babel”. Ao contrário, a juventude reunida ao redor do Papa dá um testemunho vivo de fé e de esperança em um mundo diferente, melhor. Isso porque os jovens são o tesouro da Terra.

        Desde a chegada dos símbolos da JMJ ao país, em setembro de 2011, várias ações evangelizadoras foram e continuam sendo encaminhadas, efetivamente, em níveis locais que compreendem as respectivas dioceses que compõem a Igreja do Brasil. Todas as (arqui) dioceses do Brasil se mobilizaram para viver esse tempo de graça. Durante os dias 21 e 22 de novembro de 2012, por exemplo, foi a vez da Arquidiocese de Mariana receber a visita dos símbolos da Jornada que percorreram algumas cidades da arquidiocese, dentre elas está a cidade de Ouro Preto que contou com a presença de alunos do Colégio Arquidiocesano.

        A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora têm sido carregados, literalmente, por milhares de jovens. Ao chegar, na capital de São Paulo, no Bote Fé, mais de 100 mil pessoas se reuniram para recebê-los, e outros tantos milhões, acompanharam pelos meios de comunicação, tendo uma única finalidade: estar ao redor da cruz de Cristo, que significa o desejo de renovar o coração da juventude.

            A entrega da Cruz, de uma diocese a outra, vai, portanto, muito além de uma cerimônia formal ou obrigatória. A Cruz é passada de mão em mão, de ombro a ombro, entregando vidas e sonhos. Trata-se de um momento empolgante, maravilhoso, emocionante, divino e abençoado e que deve ser vivido com o coração aberto para as maravilhas que Deus tem reservado para cada um que crê na esperança de que a fraternidade na diversidade é possível.
 

 

Evaldo Rosa de Oliveira é professor de Ética e Cidadania, Ensino Religioso e possui uma coluna mensal no site.