Gentileza gera gentileza?

27/12/2012 15:30

 

                                                                                            quadroplacapainel‑decorativo‑gentileza‑gera‑gentileza

 

Saudações caríssimos!!!

 

Esta crônica começa assim: “saudações”. Esse é o tema sobre o qual quero refletir com vocês. Afinal de contas, o espírito natalino ainda paira no ar e o Ano Novo está, como dizia Drumond, cochilando...

Não faz muito tempo, eu era menino e ia com meu irmão e pais à roça, passar um dia ou dois. Eu achava muito legal estar dentro do carro ou mesmo a pé e encontrar com as pessoas pelo caminho e todas nos cumprimentavam. Isso mesmo: TODAS. Podia ser um aceno, um bom dia ou mesmo um tirar de chapéu. Também abriam a porteira para passarmos com o carro, tudo isso, numa boa e com um sorriso largo no rosto. Também lembro-me quando vinha da missa dominical das 9:00 com meu avô e passávamos na padaria para pegar o pão enrolado naquele papel cinza e no barbante... Recordo até hoje do cumprimento de ambos: “ Como vai o senhor?”.

Pense comigo: A vida era boa mesmo ou estou errado?...

Não estou aqui atacando de saudosista ou com síndrome de Peter Pan; só estou sugerindo que estamos frios e mecânicos demais neste mal estar da civilização, incluidos neste rodo cotidiano, como frizou brilhantemente Falcão do Rappa na música homônima.

Pude constatar este fato quando, recentemente, tive que deslocar no meio da semana em diração a BH para realizar um exame oftalmológico ali bem no centro. Os funcionários do prédio, desde a portaria até a recepção do consultório não nos deram boa tarde!  Você acha normal?!? Em cidades onde até os caixas eletrônicos tem filas (em alguns finais de semana!!!) não é de espantar que as pessoas esqueçam-se de usar “ bom dia, boa tarde, por favor, obrigado, com licença” e por aí vai...

Então pensei nestes dias natalinos e agora passo a bola pra você, caro leitor: Será que gentileza – mesmo que seja em gotas- gera gentileza? Penso que sim!! Você seria capaz de tentar praticar mais essas palavrinhas mágicas citadas acima? Eu até que tenho me esforçado:  Se chego a algum lugar e as pronuncio, quando não recebo uma resposta à altura, repito-a em um tom de voz um pouco maior, seguido de um sorriso. Reconheço que tenho obtido sucesso. Outras vezes, peço que pronunciem a “palavrinha mágica”, o tão sumido “por favor”.

Estou sendo chato ou politicamente correto demais? Pode até ser mas você concorda que gentileza nunca é demais e que um mundo com mais educação e carinho é bem mais gostoso e sereno??

Levante a bandeira da gentileza em 2013!

Abraço cordial e um Feliz Ano Novo!

 

Dedico esta crônica ao nobre e gentleman Silvério ( On Shiva!...)

( Eduardo C. Souza é professor de História e escreve mensalmente neste espaço. Ele vai tentar dizer mais gentilezas a quem o cerca, sem esperar o ano novo chegar...)