Estereótipo

18/02/2014 19:00

 

 

O que seria do Mundo sem as pessoas que se destacam na multidão?

 

Quando começamos um novo ano escolar, nós esperamos que este ano seja diferente do que já se passou. Dizemos com uma voz  revolucionária em nossa cabeça: este ano eu vou fazer com que os meus colegas possam me ver de um jeito mais legal, que eles esqueçam o que eu era antigamente.

Mas como faço para que eles mudem de opinião a meu respeito?  Nós somos "iguais", mas ninguém consegue enxergar isso. A única coisa que os nossos colegas enxergam – pelo menos a  maioria – é o nosso jeito de vestir, se a gente é gordo ou magro, bonito ou feio, se gosta de sair, se já beijou alguém, se namora, entre várias outras coisas. Mas e se você de algum modo não lhes agradar, se não for do padrão estabelecido?

E do que adianta tentar agradar se a pessoa vira pra você e diz que o ser humano é assim. Isso dá muita raiva, pois prefiro andar na contramão a obedecer padrões.

Somos alvo de preconceito quando as pessoas nos enxergam como um fardo e nos olham de um modo diferente daquele com que olham para os outros.

Se você se veste preto, em um dia que todas as pessoa se vestem de amarelo, você vai se destacar na multidão, vai ser encarado e julgado pelas as pessoas que se vestem de amarelo. Basicamente, você vai se sentir culpado de ter se vestido de preto quando todos se vestiram de amarelo. Mas ser igual a todo mundo vai fazer você feliz? Eu não me sentiria feliz mudando só para me sentir "aceita" na comunidade. Você é ótimo do jeito que é. Não mude para agradar as outras pessoas. Mesmo que as pessoas continuem vestindo amarelo, você deve continuar usando preto.

O mundo é podre e, se não tiver ninguém diferente, ele vai se tornar sem graça. O que seria do Mundo sem as pessoas que se vestem de preto na multidão de amarelo? Já pensou o quanto chato seria isso? 

Todos os dias nós lemos, ouvimos, aprendemos e sabemos que somos todos iguais. Mas somos todos iguais? Eu gosto muito mais de ser diferente.

Não ligue para o que o mundo diz sobre você. Jamais se arrependa do que fez. O que importa é a sua opinião e a daqueles que, realmente, lhe querem bem. 

Saiba que você está aqui, neste mundo, por um motivo, e creio, até agora pelo menos, que ser igual a todo mundo não é o meu. 

 

 

 

Observação: Dedico esse texto a todas as pessoas que não me conhecem.

 

Maria Lúcia Passos é aluna do 9º ano e escreve mensalmente neste espaço.