A Vingança.

29/10/2013 18:22

A lavadeira, Henri de Toulouse.

 

Há 76 anos, mais ou menos em 1937, em uma cidade bem distante situada no interior da Suíça, vivia uma melhor chamada Maria Bianch. Ela tinha cabelos ruivos e aproximadamente 46 anos. O seu marido Slalam Bianch era um homem culto tinha 50 anos, e era dono, junto com o seu irmão, da empresa Tymoshuck, que era a maior empresa de produção e exportação de papel da época.

O primo de Slalam, Frederic Petersen, abriu a primeira Fábrica de Papel do país. Esta, desde o começo, sempre possuiu as maiores tecnologias nessa área e também os maiores lucros, pois não possuía concorrência.

Muitos anos depois, Slalam criou a Tymoshuck e , em apenas seis meses, ela se tornou a maior empresa de produção e exportação de papel da época. 

Desde então, Frederic teve inveja do primo Slalam por ele ter conseguido exportar os seus produtos e também pelo fato de que 76% dos funcionários da Tymoshuck vieram da fábrica de Petersen, pois Slalam oferecia melhores condições de trabalho.

No Natal de 1938, as famílias Petersen e Bianch resolveram realizar um jantar na casa dos Petersen para celebrar uma das datas mais importantes para ambas as famílias: o Natal. Maria estava ansiosa para ir, porque queria reencontrar suas amigas que agora eram as senhoras Petersen. O seu marido Slalam não queria muito ir para não ter que encontrar o seu primo Frederic, pois o ultimo encontro entre eles acabou muito mal, mas ele foi convencido por Maria a ir para esse jantar.

No jantar todos falavam muito, mas especialmente sobre política, viagens e comidas. O jantar estava num clima ótimo, todos conversavam entre si, menos Slalam e Frederic. Ambos falavam com todos, menos um com o outro. Maria estava muito feliz por ter reencontrado as suas antigas amigas. Depois do jantar, a mãe de Frederic, a senhora Carmeli Petersen, perguntou a Slalam como que estava a produção na Tymoshuck, pois ela tinha ouvido falar que a Alemanha também queria comprar os produtos da fábrica. No jantar, quando Frederic ficou sabendo disso, começou a gritar e, com uma louça de prata que veio dos Estados Unidos, tentou acertar Slalam. Sua revolta era imensa, pois a Alemanha preferiu comprar os produtos da Tymoshuck e não os produtos da sua fábrica.

Dois dias depois, quando Slalam estava em sua casa, Maria estava na janela e viu Frederic, com uma pistola na mão, arrombar a porta abaixo da janela e dar um tiro em seu marido. Quando Maria ouviu o barulho, correu para a sala principal, onde viu o seu marido morto, e ao seu lado um bilhete de Frederic em que estava escrito: “Maria matei o seu marido por vingança e não me arrependo do que fiz. Nas próximas horas, já vou estar na Suécia e logo após vou para a América do Sul. Do seu inimigo mortal Fredric”.

Ao acabar de ler o bilhete, Maria chamou imediatamente a polícia e alguns médicos, mas quando eles chegaram não adiantava mais, pois Slalom já estava morto. Cinco dias depois, a cidade e a fábrica pararam para ver o enterro do maior empresário da região. Os presidentes da Suíça, Alemanha, França e Áustria mandaram homenagens para Slalom.

Em Fevereiro de 1939, Maria partiu para o Brasil a procura de Frederic, que abriu uma fábrica de tecidos na região do Rio de Janeiro. Ao chegar ao Brasil, Maria, usando um nome falso e com cabelos castanhos, consegui fazer parte do quadro de funcionários da fábrica trabalhando na lavanderia. Em pouco tempo, ela conseguiu ser promovida a chefe dos funcionários e começou a ficar cada vez mais perto de Frederic, que não a reconheceu. 

Em Novembro desse mesmo ano, Maria virou vice-diretora da fábrica e casou-se com Frederic usando o nome de Moseile. Conseguiu em pouco tempo dominar a empresa e logo após Frederic ter investido 10 milhões na empresa, Maria deu um golpe financeiro e levou a empresa à falência.

Frederic descobriu que Moseile na verdade era Maria. Ela o denunciou e ele foi levado a julgamento pela morte de Slalam. Frederic pegou 19 anos de prisão, e no 16º ano preso se suicidou depois de uma briga na cadeia. Maria por sua vez casou-se com um político e deu continuidade aos trabalhos da Tymoshuck, que em 1950 já exportava papel para 78 países e possuía 37 filias espalhadas por todos os continentes.

 

 

André Melo e Bruna Batista da EF81-9.